Ídolo do Cruzeiro relembra críticas e rejeição ao ser contratado: ‘Não tem saúde mental’
Alex foi contratado pelo Cruzeiro em 2002 a pedido de Vanderlei Luxemburgo, mas contra a vontade de dirigentes, jogadores e da torcida

Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, Alex relembrou a rejeição sofrida ao ser anunciado como jogador da Raposa em setembro de 2002. O relato foi feito nessa terça-feira (5), durante entrevista ao canal ‘Benja Me Mucho’. Naquela época, no início do século, o ex-meia foi duramente criticado por ter tido passagem ‘apagada’ pela Toca, em 2001.
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“Eu chego em 2001 através de uma liminar da Justiça do Trabalho. Eu jogo pouco, porque estava em uma briga com a Parmalat. Muitas das vezes em que deveria estar treinando, eu estava em tribunais, em São Paulo, em Curitiba. Isso me prejudicou em desempenhar. Quando acaba 2001, decidem que eu não recomeçaria em 2002. Sou mandado embora”, contou Alex.
“Em setembro de 2002, quando eu decidi toda a situação, o Vanderlei pede minha contratação. Ninguém queria, só o Vanderlei. Tinham jogadores que não queriam, porque o ano anterior tinha sido ruim. Eu e minha mulher descemos (em BH). O motorista liga para o supervisor. ‘Estou com o Alex. Levo para onde?’. E ainda fala: ‘Tomara que ele vem e jogue. Não roube igual roubou meses atrás’”, completou.
Alex conta que nem mesmo sua família queria retornar a Belo Horizonte, mas que todos confiavam no projeto de Vanderlei Luxemburgo. O ex-meia relembrou uma história em que sua esposa fez um apanhado de críticas feitas por comentaristas. Segundo o relato, a contratação do ex-camisa 10 tinha rejeição de 90%. “O jogador não vê (as críticas), mas chega”, contou Alex.
“Eu sei as legais e as pejorativas. O legal é: ‘Alex não fez um bom jogo, não saiu da marcação’. Mas as pejorativas eram várias. Que eu dormia em campo, que era morto. Relacionam o meu nome ao ansiolítico. Esse tipo de coisa, para o jogador, é duro. Só que assim, hoje, muito se fala da saúde mental do atleta. Naquele período, esquece. Não tem saúde mental. Era tomar na lomba e ir de novo”, disse o ex-jogador.
O retorno de Alex a Belo Horizonte contradisse as críticas. O ex-meia deu a volta por cima e foi o grande craque do Cruzeiro na conquista da Tríplice Coroa, em 2003. Ele esteve em campo 63 das 73 partidas da Raposa no ano. Foram 39 gols marcados e 39 assistências distribuídas. Não à toa, foi eleito o melhor jogador daquela edição do Brasileiro.
Carreira
Jornalista pela PUC Minas, Pedro Leite é repórter do portal Itatiaia Esporte. Tem experiência na cobertura diária de portais, redes sociais e jornal impresso. Apaixonado por futebol, já passou pelo Superesportes.



