Gerente de Futebol do Cruzeiro, Luiza Parreiras comenta a série de rupturas de LCA no elenco
Nos últimos meses, seis atletas foram diagnosticadas com a lesão; diretoria trabalha para trazer reposições ao elenco

Gerente de futebol da equipe feminina do Cruzeiro, Luiza Parreiras comentou a série de lesões diagnosticadas no elenco nos últimos meses. No total, em 2026, seis atletas sofreram rompimento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA).
A primeira jogadora a se contundir foi Milena, em 16 de abril. Em 29 de abril, foi a vez de Gaby Soares. No mês seguinte, em 22 de maio, Ravenna lesionou. Apenas seis dias depois, Tainara e Laura Felipe se juntaram à elas. A mais recente delas foi a zagueira Paloma Maciel, que se machucou em 17 de junho.
Luiza Parreiras explica que o departamento médico do cruzeiro, coordenado pelo Dr. Sérgio Campolina, é muito bem organizado e padronizado. Toda a equipe, independente da categoria, segue os mesmo processos e condutas médicas estabelecidas pelo médico.
“A partir do momento que a gente começou a ter essas lesões, obviamente ele já estava acionado, e ele foi muito participativo em nos ajudar a analisar todos os dados e analisar cada detalhe, não só da preparação física, fisiologia, mas de entender ali cada atleta, esse olhar individualizado. Foi gerado um documento muito legal, com essas informações, com opinião médica do que inclusive ele sugeria de que a gente pudesse aprimorar aqui no dia a dia do feminino”, contou a gerente.
Todas as cirurgias de atletas do clube são realizadas apenas pelo profissional e pela equipe médica. Última a se lesionar, Paloma rompeu o LCA com a Seleção Brasileira, mas a decisão final foi de tratamento no Cruzeiro.
"A Paloma é atleta do Cruzeiro, a CBF abriu para que ela pudesse tratar lá e a gente agradeceu, existe uma boa relação com a coordenação da seleção brasileira, mas a gente precisava tratar a Paloma aqui. Então é isso, é a confiança no nosso departamento médico, na competência do departamento médico, não só para nos ajudar a descobrir essas causas e vários desses fatores que a gente sabe que interferem para lesão acontecer, mas também no que a gente faz agora no tratamento de reabilitação delas”, afirmou Parreiras.
No momento, o Cruzeiro tem sete jogadoras - mais de 20% de todo o elenco - em tratamento por ruptura de LCA. A atacante Sandoval se lesionou em julho de 2025, e ainda não voltou às atividades. Dessas sete, seis já passaram por cirurgia.
“Então o DM é o responsável pelo diagnóstico, pela cirurgia, pelo pós-operatório, que agora está sendo conduzido pela fisioterapia, mas diariamente essas atletas estão sendo avaliadas pelo departamento médico”, finalizou.
Jornalista em formação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonada por esportes (principalmente futebol e vôlei) e cultura. Passagem pela equipe de comunicação da UFMG.



