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Ex-Cruzeiro vive fase artilheira na Europa e projeta futuro da carreira

Atacante Thiago, atualmente no Club Brugge, da Bélgica, sonha com mais visibilidade no futebol europeu

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Thiago, ex-Cruzeiro, vai ganhando holofote no futebol europeu • Divulgação/Club Brugge

Perto de completar dois anos no futebol europeu, o atacante Thiago comemora a boa fase da carreira. Depois de se destacar com gols no Ludogorets, da Bulgária, o jogador segue a mesma sina no Club Brugge, da Bélgica.

Nessa terça-feira (16), o jogador marcou o gol da vitória do Brugge em cima do Gent, por 1 a 0, pelas quartas de final da Copa da Bélgica. O resultado levou a equipe do brasileiro às semifinais da competição.

Thiago foi convocado para disputar o Torneio Pré-Olímpico com a Seleção Brasileira Sub-23. No entanto, os dirigentes do Club Brugge-BEL não liberaram o atacante para os compromissos com o Brasil.

Como está a passagem pela Bélgica?

No Club Brugge desde junho de 2023, Thiago tem se adaptado bem à Bélgica.

"A vida aqui é muito boa, espetacular. A adaptação foi muito rápida. Todo mundo me abraçou muito rápido em termos de futebol. A amizade que fizeram comigo também foi muito rápida. Não tem um jogador só com quem tenho boa relação, são dois ou três. Tem o Skóraś, polonês, Joel, equatoriano, e o Balanta, que é da Colômbia. A gente tem essa troca muito boa, se respeita", comentou.

Pelo Brugge, Thiago fez até agora 34 jogos, marcou 20 gols e deu cinco assistências. Pelos gols marcados no clube, a torcida abraçou o brasileiro.

"Os torcedores têm um carinho muito grande comigo, respeito, admiração pela minha entrega dentro de campo nesse pouco tempo de clube. O torcedor se identificou muito comigo, também ne identifiquei com eles. A torcida é muito calorosa, não é igual no Brasil, que a torcida chama, mas a torcida aqui é muito apaixonada pelo clube", falou.

Veja outros pontos da entrevista

Passagem pela Bulgária

Foi uma experiência incrível. No primeiro momento eu me assustei um pouco, cheguei em um tempo muito frio, estava nevando muito. Foi um período bem difícil para a minha adaptação, já que no Brasil estava um calor absurdo. Chegar lá naquele frio, na neve e ter que me adaptar foi difícil. Não foi tão complicado na questão do futebol, por causa dos brasileiros que estavam lá.

Quem eram esses brasileiros que estavam com você na Bulgária?

Tinha o Cicinho, que está no Bahia, o Cauly, do Bahia, também. O Wanderson, que veio do Sport, o Ricky, que veio do Ceará, o Naressi, que veio do Ceará, o Caio Vidal que veio do Internacional.

Como foi sua relação com o Cauly, que tem se destacado no Brasil?

Relação muito boa, muito positiva. Um cara (Cauly) excepcional, sensacional, me ajudou muito quando eu cheguei lá, até mesmo na adaptação ao futebol, me dava uns toques de como era o futebol lá. Acompanhava sim um pouco dos jogos dele, por termos jogado juntos no Ludogorets. Ele é muito acima, jogador muito inteligente, joga muito, um cara sensacional.

Cauly é um jogador diferenciado, né?

Ele passou muito tempo fora. A vida dele toda praticamente foi na Europa. O primeiro toque dele é absurdo, inteligência de jogo, visão de jogo dele é muito acima.

E as diferenças e similaridades entre o futebol brasileiro e o búlgaro?

O futebol da Bulgária é diferente do Brasil, futebol mais rápido. Tinham alguns times com dificuldades, mas no geral eu fui bem, consegui me adaptar e fui bem lá. O futebol Búlgaro é um pouco mais rápido que no Brasil. Você pega duas, três, até quatro equipes boas, de resto não é tão bom. Mas, a competição é rápida, futebol mais rápido, futebol pouco técnico. No Brasil, o futebol é mais lento, cadenciado. Comparar o futebol búlgaro com o Brasileiro não tem jeito, é impossível, o futebol brasileiro está muito acima. Todo jogo você pega grandes equipes, é difícil ter comparação. É mais na questão de ser mais rápido, ter mais qualidade de bola, jogos europeus, Liga Conferência, Liga Europa, até Liga dos Campeões tem possibilidade. Nem se compara.

Diferenças e similaridades do futebol brasileiro, búlgaro e belga

Do futebol búlgaro para o belga tem muita diferença. Aqui é muito mais força, intensidade, qualidade de jogo é maior. Em termos de times, aqui as equipes são mais fortes. Daqui para o Brasil, a intensidade é maior. Em termo de qualidade é similar ao Brasil. Não joguei Série A, então não tenho como dizer se é igual ou não. O Brasil acho que está igual em termos técnicos aqui.

O que chama sua atenção na Bélgica além do futebol?

Aqui tem muitas cidades bem bonitas, vários pontos turísticos. Não sei da cerveja, porque não gosto. O chocolote é absurdo. A batata frita deles é boa para caramba, muito boa mesmo. A batata é absurda, nem gosto muito, mas essa eu como.

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Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.

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