O zagueiro argentino Lucas Villalba reagiu à pancadaria entre jogadores em Cruzeiro 1 x 0 Atlético nesse domingo (8), a um
Villalba, agora atual campeão mineiro, afirmou à
“Ninguém entra em campo pensando em acabar assim. Infelizmente aconteceu por uma causa ou outra, as imagens estão claras, como começou, quem começou, não é justificativa quem começou e quem terminou, mas aqui ninguém queria isso”, disse.
Na sequência, Villalba reforçou um pedido por maior segurança. Ele fez uma cobrança aos organizadores do Campeonato Mineiro e da partida. A
“Quem deveria estar envergonhado na minha opinião é a segurança de um jogo importante assim, porque não vi nenhum policial dentro de campo. Não vi segurança privada, me parece uma chamada de atenção para Federação Mineira que tem sua parte, para mim, sua responsabilidade”, iniciou.
“Não pode ser possível que seguranças de Atlético e Cruzeiro segurem 30, 40 jogadores, e não só jogadores. Porque vi também massagistas, oficiais, que também participaram da parte deles. Além dos jogadores, que representam as instituições, mas me parece que nos campeonatos estaduais é um ponto a melhorar, não só dos jogadores mas também a segurança”, completou, até concluir.
“Tenho certeza que se o pessoal da segurança estivesse perto poderia ser tudo evitado. Todos sentimos hoje (vergonha), mas me surpreendeu que apareceu três policiais para ficar só com o juiz. Pode acontecer no Gre-Nal, no Rio de Janeiro, todos temos que fazer uma autocrítica”.
Posteriormente, Villalba disse que não leva mágoa do ocorrido ao ser questionado sobre um “confronto” com Hulk durante a briga generalizada. “O que passa no campo, morre no campo, e morre aí. Acabou, não estou pensando no que vai ocorrer no próximo encontro, quando chegar no próximo jogo vou pensar em dar meu melhor futebolisticamente dentro de campo e fazer como fiz nos outros clássicos. Foi uma situação atípica, não é algo de sempre, para mim ficou assim e faz parte do passado”.
Hulk também se posicionou sobre a confusão. “O que aconteceu no jogo de ontem não representa os valores que o futebol deve transmitir. A rivalidade faz parte do esporte, mas o respeito sempre precisa estar acima de qualquer emoção”, iniciou.
“Peço desculpas a todos que estavam no estádio, a quem assistiu pela televisão e, principalmente, às crianças que têm o futebol como inspiração. O que vimos em campo não é o exemplo que queremos dar”, acrescentou Hulk.
Recorde de expulsões
O árbitro Matheus Candançan (SP) encerrou a partida pois restavam segundos para o fim do jogo no momento do início da
Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Alan Minda, Ángelo Preciado e Mateo Cassiera foram os expulsos do Atlético. Do lado cruzeirenses do clássico, Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, Kaio Jorge, João Marcelo, Kauã Prates, Lucas Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner e Gerson receberam o vermelho.