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Após derrota no clássico, Pepa vê Cruzeiro com problema no ataque: 'Não pode acontecer'

Pepa lamentou muito o revés num jogo em que o Cruzeiro teve superioridade na etapa final, mas não conseguiu botar a bola para dentro

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Técnico fez análise sobre revezamento entre Henrique Dourado (foto) e Gilberto
Técnico fez análise sobre revezamento entre Henrique Dourado  • Staff Images / Cruzeiro

A derrota para o Atlético por 1 a 0, neste sábado (2), em Uberlândia, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro, elevou para cinco jogos o jejum de vitórias do Cruzeiro na temporada. São três derrotas pelo placar mínimo e dois empates por 1 a 1. Na visão do técnico Pepa, o problema do time é a falta de eficiência no terço ofensivo.

Por mais que o Cruzeiro consiga equilibrar e ser superior aos seus adversários, inclusive os mais qualificados tecnicamente, escolhas erradas e erros nas finalizações têm tirado do time a chance de conquistar melhores resultados.


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Depois do clássico, Pepa lamentou muito o revés num jogo em que o Cruzeiro teve superioridade na etapa final, mas não conseguiu botar a bola para dentro.

“Não perdemos a cabeça, não foi um jogo de chuveirinho. A segunda parte foi praticamente toda nossa. Torna-se um pouco repetitivo, um pouco frustrante, para não dizer muito, a forma como nós conseguimos ter tanto volume, tantas oportunidades, mas temos que conseguir fazer mais e melhor no último terço. É algo que tem acontecido já de uma forma repetitiva e é algo que nós já identificamos há muito tempo e temos que conseguir melhorar isso”, disse Pepa.

O treinador abordou cinco vezes desse tema na entrevista coletiva, seja por iniciativa própria ou perguntas da imprensa, e se mostrou incomodado.

“Nós, analisando os jogos, o último em casa, com o Grêmio (revés por 1 a 0), e este (o clássico), nós não mudamos forma como jogamos. Não vamos, pois dominamos o Atlético em grande parte do jogo. Nós temos é que corrigir e fazer melhor o que fazemos, que é ter melhores decisões no último terço. Algo que tem acontecido frequentemente, e não é por falta de oportunidades. Nós identificamos isso e temos que melhorar de qualquer maneira”, alertou o treinador.

Problemas seriam Gilberto e Henrique Dourado

No clássico, o centroavante escolhido para iniciar foi Gilberto. Ele foi substituído por Henrique Dourado aos 14 minutos do segundo tempo. Ao ser indagado se o problema do Cruzeiro estaria relacionado à fase da dupla, Pepa ponderou.

“Em relação ao ataque, essa paciência nós temos que ter. Isso é um processo evolutivo. Nós estamos em uma fase em que criamos muito e não fazemos gols. E aqui a responsabilidade não é nem do Dourado, nem do Gilberto, nem de outro jogador que possa jogar naquela posição. É de todos nós. E às vezes essas situações, de algumas precipitações no último terço, de querer resolver, começa a pesar um pouco. O que pesa não é a forma como a equipe joga. Se alguém pensou que o Atlético ia dominar o Cruzeiro, é mentira. Não aconteceu. No segundo tempo, então, foi o contrário. Mas não basta isso, nós temos que fazer gols. às vezes é mais calma no último terço, na hora da decisão”, argumentou.

O revezamento entre os dois atacantes estaria mais relacionado a equilibrá-los fisicamente do que a alguma insatisfação na posição, completou o treinador.

“É tudo. É condição física, condição para o jogo, um pouco de tudo. Quando digo que a responsabilidade não é deles, é que não é só deles. É da equipe toda, é de todos. Mas a questão é simplesmente de opção”, concluiu Pepa após o clássico.

Com a derrota, o Cruzeiro caiu para 10º lugar no Campeonato Brasileiro, com 13 pontos. O time celeste volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no sábado (10), às 21h, contra o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador.

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