A Romário, Ronaldo fala sobre 'dívida moral' com Cruzeiro e exalta venda a Pedrinho
Ronaldo classificou a experiência como sócio majoritário do Cruzeiro como 'sucesso administrativo'

Ex-jogador e ex-sócio majoritário do Cruzeiro, Ronaldo afirmou que sanou uma "dívida moral" ao administrar o clube entre dezembro de 2021 e abril de 2024. Em entrevista ao também ex-atacante Romário, na Romário TV, o Fenômeno também exaltou a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) cruzeirense a Pedro Lourenço, o Pedrinho.
Na entrevista, divulgada nessa quinta-feira (13) e gravada em novembro de 2024, Ronaldo afirmou que gerir da SAF celeste foi desgastante, mas classificou o período como "sucesso administrativo". "Tive uma experiência agora muito dura com o Cruzeiro, apesar de ter sido uma experiência curta e de maior sucesso administrativo da minha vida, eu tive um desgaste muito grande", iniciou Ronaldo.
"E ainda estou me recuperando, meses que vendi, mas ainda estou recuperando de todo desgaste que eu sofri e o risco que eu corri também. Porque um clube do tamanho do Cruzeiro, completamente falido, na Segunda Divisão, meu CPF em jogo cobrindo uma dívida de 1 bi e 200 (de reais), porque eu não tenho esse dinheiro, eu não tinha. Então, era um risco que corri muito alto", completou, antes de concluir.
"Logicamente, a operação de venda foi um sucesso, foi muito boa, foi uma porrada financeiramente muito boa, mas acho que foi muito merecido, porque realmente a gente salvou o clube, o Cruzeiro, de desaparecer", finalizou.
"Dívida moral"
Ronaldo foi revelado ao futebol profissional pelo Cruzeiro, em 1993, e deixou o clube no ano seguinte, ao ser negociado ao PSV-HOL. Ao comparar a gestão de Cruzeiro e Real Valladolid-ESP, clube que preside desde 2018, o ex-jogador e atual empresário disse que, com o movimento como gestor, sanou o uma "dívida moral" com os cruzeirenses.
"São dois clubes de proporções diferentes. O Valladolid é um clube mais discreto, uma cidade de 400 mil habitantes, e o Valladolid com uma capacidade de investimento menor, um time que vai brigar ali para não cair. Talvez, se for um ano muito bem, pegar uma Copa da Uefa (Europa League), alguma coisa assim. O Cruzeiro já é um clube grande, no Cruzeiro a pressão é maior, a massa de torcedor é maior", iniciou.
"Culturalmente, o Cruzeiro carregava historicamente um quadro associativo onde dominou o clube. Tiveram sucesso esportivo, mas administrativamente sempre foi um caos. Mas foi muito bacana ter feito isso no Cruzeiro, foi muito legal ter feito o Cruzeiro. Porque eu tinha uma dívida moral com o clube grande, porque quando eu saí do Cruzeiro fui para o PSV e achava que ainda tinha algo de dívida moral com o clube. Eu acho que eu quito essa dívida pelo que fiz com o Cruzeiro agora", completou.
Matheus Muratori é jornalista multimídia com experiência em muitas editorias, mas ama a área esportiva. Faz cobertura de futebol, basquete, vôlei, esportes americanos, olímpicos e e-sports. Tem experiência em jornal impresso, portais de notícias, blogs, redes sociais, vídeos e podcasts.



