20 anos sem Felício Brandi: torcida faz homenagem a ex-presidente do Cruzeiro
Dirigente italiano, que comandou o clube por mais de duas décadas, morreu há exatos 20 anos; relembre trajetória

Um dos dirigentes mais icônicos da história do Cruzeiro, Felício Brandi foi homenageado por torcedores com um mural na sede do clube, no Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A morte do italiano completa, neste sábado (24), exatos 20 anos.
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Nos últimos anos, torcedores do Cruzeiro aderiram à prática de grafitar os rostos de alguns representantes do clube nas arquibancadas, como Pablito e Salomé. Agora, Felício Brandi também foi homenageado no Barro Preto. Ele ganhou a alcunha de “Il Maestro" (O Maestro, em italiano) nas cores azul e branco.
Em 24 de fevereiro de 2004, durante o Carnaval daquele ano, Felício sofreu um infarto enquanto estava em sua fazenda, em Campinas, no interior de São Paulo. Pela ligação histórica com o Cruzeiro, o corpo dele foi velado no Ginásio Poliesportivo do Barro Preto.
Importância de Felício Brandi para o Cruzeiro
Presidente do Cruzeiro por mais de duas décadas, entre 1961 e 1982, Felício Brandi foi o responsável pela construção da Toca da Raposa I, o primeiro centro de treinamento (CT) do futebol brasileiro. Outro detalhe que chama a atenção é que, à época, o terreno seria um presente dele para sua esposa. No entanto, Brandi mudou de ideia e decidiu alocar o elenco celeste na Pampulha.
Crescimento da torcida do Cruzeiro com Felício Brandi
Multicampeão à frente do clube, Felício Brandi também se notabilizou por promover um grande crescimento da torcida cruzeirense. Em 1931, o jornal Estado de Minas publicou uma pesquisa que apontava o Atlético com a maior torcida, com 9% a mais em relação ao Cruzeiro.
Na tentativa de aumentar a quantidade de torcedores do Cruzeiro, Felício Brandi adotou a prática de enviar materiais escolares e produtos oficiais para crianças em escolas públicas e creches. Normalmente, o presidente marcava presença acompanhado de alguns jogadores do clube.
Já em 1971, quatro décadas após a pesquisa do Estado de Minas, a revista Placar apontou que o Cruzeiro tinha 42% da preferência dos torcedores mineiros, enquanto o Atlético liderava com 43%. Os números mostram que a estratégia de Brandi deu certo.
Além do sucesso fora das quatro linhas, o Cruzeiro ganhou notoriedade no Brasil e em toda a América do Sul sob a gestão de Felício Brandi. Com o italiano no comando, a Raposa faturou dez títulos do Campeonato Mineiro, a histórica Taça Brasil, em 1966, e a Copa Libertadores de 1976.
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Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.



