Torcedora do Atlético agredida em cadeira cativa é convidada para camarote da Arena MRV
Regina Pacífico e o filho Marcos, de 12 anos, assistirão jogo em um dos camarotes do estádio

A professora Regina Pacífico e o filho Marcos, de 12 anos, vão viver o jogo do Atlético de maneira diferente. A dupla assistirá o jogo desta quarta-feira (11), diante do São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, em um dos camarotes do clube.
Mãe e filho foram ofendidos e agredidos no jogo anterior do Galo em casa. Na derrota do Atlético por 4 a 2, na quarta-feira, dia 3, um senhor agrediu verbalmente Regina e Marcos. Os dois estavam no setor de cadeiras cativas do estádio.
A agressão no jogo diante do Flamengo
Segundo relato da torcedora, tudo devido à sua classe social. Sem condições de comprar ingressos, ela ganhou da irmã a oportunidade de acompanhar de perto o atacante Hulk, ídolo do menino.
“Eu estava na cadeira destinada corretamente pelo meu ingresso, quando comecei a ouvir algumas ofensas logo após o início da partida, de um senhor que estava duas fileiras atrás de nós. Meu filho estava de pé quando o senhor gritou com ele para sentar, que havia pagado R$ 40 mil pela cadeira, que não queria olhar e vê-lo. Meu menino sentou, mas o senhor não parou de nos xingar. Ele falou muitas ofensas, sobre nossa posição social e a dele, continuou falando que gente igual a mim e meu menino não deveríamos nem estar ali”, relata Regina à Itatiaia.
“Ele chegou a me dizer que iria me retirar de lá na porrada se nossa presença continuasse a incomodá-lo. Para evitar, levantei para retirar o cartaz do meu filho do vidro do parapeito, porque eu não queria problemas, pois era um dia feliz. Era para ser uma noite linda. Então, eu levantei para pegar o cartaz, e o senhor levantou e me agrediu com um copo de cerveja, que ele arremessou no meu rosto. Todos os torcedores que estavam perto de nós se levantaram para intervir e me defender diante da agressão, e o senhor continuou vindo para cima de mim, ameaçando me bater, fazendo gestos com os punhos fechados”, acrescentou.
Ainda de acordo com a professora, seguranças do estádio chegaram ao local e retiram o homem. Os profissionais a consolaram, deram todo suporte possível naquele momento e se mostraram solícitos. Ela foi orientada a prestar um boletim de ocorrência na delegacia do estádio, mas, pensando em não estragar mais ainda o sonho do filho, preferiu continuar acompanhando a partida. Naquele momento, ambos estavam muito assustados.
“Não sei se terei outra oportunidade de voltar ao estádio para ver outro jogo. Decidi não ir à delegacia, mesmo com o apoio de outros torcedores que presenciaram a cena. O agressor continuou se dirigindo à minha pessoa de forma pejorativa, mesmo com os seguranças por perto. A ação da segurança foi pegar meus dados pessoais para registrar o fato e retiraram o agressor do local onde estávamos”, conta Regina.
“Fui acolhida pelos outros torcedores que também são donos de cadeiras cativas e alguns me relataram que outros episódios de agressão com este senhor já aconteceram outras vezes, e que quase acabaram em ações mais violentas”, finalizou.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).




