Belo Horizonte
Itatiaia

Rafael Menin avalia estrutura do Atlético com a SAF: 'Não tem necessidade de ruptura'

Um dos investidores do Atlético avaliou gestão sob novo modelo

Por
Rafael Menin avaliou a estrutura da SAF do Atlético
Rafael Menin avaliou a estrutura da SAF do Atlético • Itatiaia Esporte

O Atlético está no processo para se transformar em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Para Rafael Menin, um dos principais gestores do novo modelo, a ideia é buscar uma evolução contínua para o Galo sempre melhorar.


Iframe Embed

"O que a gente quer é uma evolução contínua. O Galo não tem necessidade de fazer uma ruptura, um modelo completamente novo. É claro que nos últimos três anos nós tivemos muitos acertos, muitos erros, muitos aprendizados. É um time que é muito humilde e que sabe que a gente tem sempre que fazer melhor", afirmou em entrevista à Itatiaia.

Rafael Menin, junto de Rubens Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador, formam o grupo de investidores do futebol do Atlético. Na gestão empresarial, três dos quatro nomes (à exceção de Renato Salvador) seguirão no comando.

É um modelo diferente dos que já foram implementados no Brasil. A transformação em SAF trouxe caras novas na gestão de Cruzeiro, Vasco e Botafogo, por exemplo. Rafael avalia que não é necessária a total transformação no Atlético.

"Não precisamos fazer um 'turnaround', mas sempre aprendendo, melhorando para que a gente tenha um clube melhor, uma gestão mais eficiente. E com mais disponibilidade de recursos, alcançar um desempenho esportivo melhor", afirmou.

SAF do Atlético

A SAF do Atlético foi aprovada no dia 20 de julho. O Conselho Deliberativo do clube aprovou o modelo com 25% das ações para a Associação e 75% para a Galo Holding, empresa criada para gerir o futebol alvinegro.

No projeto aprovado pelo Conselho, o Atlético foi avaliado em R$ 2,1 bilhões. Na proposta feita pela Galo Holding, a SAF assumiria a dívida do clube, avaliada em R$ 1,8 bilhão neste momento.

Funcionamento da SAF do Atlético

A associação, que seguiria com 25% de participação, terá poder de veto em algumas situações, como mudança de símbolos, cores e hino. O clube também poderia vetar alienação de bens e mudança de finalidade da Cidade do Galo, por exemplo.

Para as decisões do dia a dia, está prevista a criação de um Conselho de Administração. Nele, haveria seis representantes da Galo Holding, dois da associação (eleitos pelo Conselho Deliberativo) e um de um membro independente.

O Conselho Fiscal terá um indicado pela associação e dois pela Galo Holding (empresa que comprará 75% das ações da SAF).

A diretoria será composta por até nove membros: diretor presidente, diretor de operações, diretor de futebol, diretor financeiro, diretor jurídico, diretor comercial e os demais sem designação específica, com mandato de 3 anos.

Por

Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais