Hulk, atacante do
O camisa 7 do Galo afirmou que o ocorrido “não representa os valores que o futebol deve transmitir” e destacou que é necessário respeito apesar da rivalidade entre os clubes. Adiante, o atacante pediu desculpas pela briga e se dirigiu aos jovens que assistiram ao jogo.
“O que aconteceu no jogo de ontem não representa os valores que o futebol deve transmitir. A rivalidade faz parte do esporte, mas o respeito sempre precisa estar acima de qualquer emoção”, iniciou.
“Peço desculpas a todos que estavam no estádio, a quem assistiu pela televisão e, principalmente, às crianças que têm o futebol como inspiração. O que vimos em campo não é o exemplo que queremos dar”, acrescentou Hulk.
Na sequência, o jogador ressaltou valores dos atletas em campo e reconheceu erro em ter participado da briga.
“Assumo a minha parte no que aconteceu e lamento por aquele momento. Tenho certeza de que muitos dos atletas envolvidos ali são homens de caráter, pais de família e pessoas responsáveis que jamais entram em campo com a intenção de prejudicar alguém”, disse.
“Erramos, mas também precisamos reconhecer quando erramos e aprender com isso. Que esse episódio sirva de reflexão para todos nós. Seguimos em frente, respeitando o futebol e todos que amam esse esporte”, encerrou o jogador.
Briga generalizada no Mineirão
A final entre Cruzeiro e Atlético ficou marcada por uma briga generalizada na parte final do jogo.
Matheus Candançan, árbitro da partida, encerrou o duelo e relatou, em súmula, 23 expulsões.
O juiz justificou 21 expulsões da seguinte maneira: “Expulso por, durante a briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto.”
As únicas justificativas diferentes foram para Everson, do Atlético, e Christian, do Cruzeiro. Uma dividida entre os dois foi o início da confusão. O arqueiro do Galo partiu para cima do meio-campista cruzeirense após segurar firme um rebote em finalização.
De acordo com a súmula, Candançan afirmou que Christian “atingiu com a canela a cabeça de Everson, com uso de força excessiva e intensidade alta”. A exclusão de Everson foi justificada por “partir para cima com brutalidade, atingir com o joelho o rosto do adversário”.