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Coudet defende trabalho no Atlético com ironia: 'É um desastre, o plantel é ruim'

Para o técnico Eduardo Coudet, por mais que o futebol do time ainda não seja o sonhado, o Galo está no caminho certo

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Coudet conseguiu os dois primeiros objetivos propostos no Galo este ano
Coudet conseguiu os dois primeiros objetivos propostos no Galo este ano • Pedro Souza/Atlético

Ao garantir vaga na final do Campeonato Mineiro, o Atlético conseguiu seu segundo objetivo neste início de temporada. Anteriormente, já havia passado por Carabobo da Venezuela e Millonarios da Colômbia e chegado à fase de grupos da Copa Libertadores. Para o técnico Eduardo Coudet, por mais que o futebol do time ainda não seja o sonhado, o Galo está no caminho certo.

O técnico foi perguntado sobre o rendimento abaixo do esperado do time no primeiro tempo nas vitórias por 3 a 1 sobre o Millonarios, no Mineirão, pelo torneio continental, e por 1 a 0 sobre o Athletic, no Independência, neste sábado (18), pelo Estadual. Em seguida, quis destacar pontos positivos do seu trabalho ao ser lembrado que ainda não ganhou clássicos no Brasil treinando Internacional (2020) e Atlético (2023).

“Não passamos à fase de grupos e não passamos à final. É um desastre, o plantel é ruim. Há algumas coisas positivas e vou te contar. Temos mais de 70% de aproveitamento (73,80%), temos utilizado quase todos os jogadores. De todas as equipes que vi, não trocaram entre oito e dez jogadores entre um jogo e outro, não mereceram ganhar todos os jogos, como nós merecemos. E perdemos um jogo com um pênalti que não foi (derrota para o Athletic, por 1 a 0, na ida da semifinal do Mineiro). Mas agora vou ouvir sua pergunta”, respondeu o argentino.

Ao ouvir novamente uma pergunta sobre não ter vencido clássicos no Brasil, Coudet recordou seus tempos como jogador e técnico no futebol argentino. “Eu estou acostumado, em minha vida como jogador e treinador, a lidar com pressão, em times importantes, populares, equipes que querem ir pra frente, que deixam o torcedor louco. Eu gosto disso. Então, estou adaptado. É a obrigação que eu tenho. Vou te contar também que ganhei um montão de clássicos como jogador, como treinador, para que tenha também um pouquinho de coisa positiva também”.

Título não depende de vitória nos clássicos

Para ser campeão mineiro, Coudet pode se dar ao luxo de continuar sem vencer clássicos. Como o Atlético fez a melhor campanha na primeira fase, terá a vantagem de erguer a taça com dois empates na decisão contra América ou Cruzeiro.

O Galo ainda poderá vencer um jogo e perder o outro pela mesma diferença de gols.

América ou Cruzeiro

O oponente do Atlético na decisão será conhecido neste domingo, a partir das 18h, também no Independência, no duelo entre América e Cruzeiro. Na primeira semifinal, realizada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, o Coelho derrotou a Raposa por 2 a 0.

Para ir à final, o América pode perder até por dois gols de diferença. Já o Cruzeiro terá que construir uma vitória de três gols de vantagem para encarar o Atlético nos dois primeiros sábados de abril.

O Atlético é o atual tricampeão do Campeonato Mineiro e buscará o tetra.

O América foi campeão pela última vez em 2016, enquanto o Cruzeiro foi bicampeão em 2018/2019.

Coudet em clássicos pelo Atlético em 2023

2 empates (aproveitamento de 33,33%)

  • 25/2/2023 - Atlético 1 x 1 América (Mineiro)

  • 13/2/2023 - Cruzeiro 1 x 1 Atlético (Mineiro)

Coudet em clássicos pelo Internacional em 2020

4 derrotas e 2 empates (aproveitamento de 11,11%)

  • 3/10/2020 - Grêmio 1 x 1 Internacional (Brasileiro)

  • 23/9/2020 - Internacional 0 x 1 Grêmio (Libertadores)

  • 5/8/2020 - Grêmio 2 x 0 Internacional (Final - Gauchão)

  • 22/7/2020 - Internacional 0 x 1 Grêmio (Gauchão)

  • 12/3/2020 - Grêmio 0 x 0 Internacional (Libertadores)

  • 15/2/2020 - Internacional 0 x 1 Grêmio (Gauchão)

Coudet em clássicos no Brasil

4 derrotas e 4 empates (16,66 em clássicos no Brasil)

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Gerente de Jornalismo e Esporte Digital da Itatiaia. Construiu sua carreira no jornalismo online, desde 2000. Grande experiência como repórter, editor-chefe e coordenador. Na Itatiaia, ajudou a criar o projeto digital Itatiaia Esporte (portal e redes). Antes, passou por Superesportes, Estado de Minas, TV Alterosa, Veja BH e Canal 23.