Ídolo do Atlético, Everson explica 'novo papel' de liderança no elenco: 'Prazer enorme'
Goleiro de 35 anos se tornou capitão da equipe após saída de atacante Hulk para o Fluminense

Jogador do elenco com mais partidas disputadas pelo Atlético, o goleiro Everson "herdou" a braçadeira de capitão após a saída do atacante Hulk para o Fluminense. Ídolo e multicampeão pelo Alvinegro, assim como o ex-dono da camisa 7, o paulista de 35 anos não sentiu o peso da "nova função". E é ele quem afirma.
Em entrevista exclusiva à Itatiaia, concedida nessa quinta-feira (2), o camisa 22 conta como foi se transformar no principal líder do grupo e o papel de "apresentar" o clube aos mais novos de casa. Além disso, ele também revela quais são as outras "vozes" do vestiário atleticano.
"Eu trato isso com muita naturalidade, sabe? Por conta de ser uma referência técnica, ser uma referência de liderança dentro do elenco, por conta do 2021, por conta de estar aqui desde 2020, né? Por conta desses títulos que eu já ganhei na carreira, por ser o jogador atualmente do elenco com mais jogos dentro do elenco, com mais jogos em Copa do Brasil, se eu não me engano em jogos internacionais també, o jogador que tem oito títulos... então, eu trato com muita naturalidade, sabendo que foi um caminho construído desde 2020 até aqui. Pude receber e aceitar com muita naturalidade", inicia Everson.
Tem alguns líderes aqui dentro do campo, como eu não era capitão e ajudava algumas lideranças, alguns capitães aqui, com certeza eu tenho aqui o meu. Tem o Bernard, que é um cara que ajuda muito, o Lodi, que chegou, já implementa essa liderança, o Maycon, que veio do Corinthians, já veio ser um capitão do Corinthians, então ele consegue implementar muito bem a liderança, o Lyanco também, então, tem essas ajudas internas, como eu já fui um ajudante, hoje eu tenho essas ajudas internas aqui, para que a gente possa exercer a nossa liderança
Estilo de liderança
Ainda sobre esta nova/velha função, Everson também conta que foi um aprendizado adquirido ao longo da carreira. Por isso, tanta naturalidade ao exercê-la aos 35 anos.
"Eu fui capitão no Confiança, então, já comecei a exercer um pouco dessa liderança lá. Na base, no São Paulo, a gente já tinha essa liderança, então, você vai levando com a vida, você vai aprendendo, você vai tendo algumas referências de vestiário por onde você passa, por onde trabalhei, pude trabalhar com jogadores experientes, jogadores novos e sempre pude ver jogadores experientes ajudando mais novos. Peguei esse ciclo de começar muito novo, goleiro novo e ter auxílio, ajuda, conselhos. Jailson me aconselhou muito na época do Guaratinguetá, e a gente já trabalhou junto, então, pude pegar umas referências", destacou Everson.
"Mas eu procurei ser sempre uma liderança mais quieta ali dentro do vestiário, uma liderança mais pontual, sabendo da responsabilidade do momento, responsabilidade dos jogos, o que aquele jogo, daquele momento pode nos proporcionar, então, dia a dia, sempre procuro exercer essa liderança, com compromisso, horário, sabendo sempre chegar mais cedo que você acaba sendo uma referência", acrescentou.
Hoje aqui a gente não tem problemas com horários, então, acho que o pessoal está começando a aprender a chegar um pouco mais cedo, se dedicar um pouco mais na academia, não só a referência do Everson, mas a referência da própria comissão técnica, que nos cobra muito isso. Então, procuro exercer essa liderança, um pouco mais silenciosa, principalmente dentro, falando um pouco mais próximo dos jogos, em preleição antes dos jogos, para que, consequentemente, exerça essa liderança dentro do campo, mas com certeza com algumas ajudas também.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).
Paulo Azeredo é apresentador do programa Tiro de Meta, repórter e produtor do programa Rádio Esportes. Comecei na Itatiaia em maio de 2022 e já tive oportunidade de cobrir as Copas do Mundo de 2010 e 2014, Mundial de Clubes no Marrocos em 2013 e jogos do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.




