CEO do Atlético admite erros na gestão do futebol feminino e promete mudanças
Vingadoras foram rebaixadas para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro Feminino após pífia campanha

Na manhã desta quinta-feira (11), Bruno Muzzi, CEO do Atlético, concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa da Arena MRV. As escolhas feitas pela gestão do clube para futebol feminino foram abordadas.
Rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, com apenas um ponto conquistado em 13 partidas, o Atlético trabalha em uma reestruturação da equipe e fará mais investimentos. É o que garante Bruno Muzzi, CEO do clube.
“O futebol feminino vem passando por um processo de reestruturação. Até dezembro, a gestão do futebol feminino era feita por gestores não profissionais. Em janeiro, o orçamento passou de oito para seis milhões de reais. As medidas tomadas para a montagem do elenco não foram as melhores. Então a gente precisou entrar no futebol feminino para reestruturar de fato. Sabíamos que ia acontecer o que aconteceu”, justificou Muzzi.
Ainda em 2023, as Vingadoras flertaram com o rebaixamento à segunda divisão do Brasileirão. Na campanha da temporada passada, o Galo terminou na 12ª posição, com 16 pontos. Foram cinco vitórias, um empate e nove derrotas.
Para este ano, o rebaixamento foi inevitável após o time alvinegro somar apenas um empate e doze derrotas na competição. O descenso foi matematicamente confirmado com duas rodadas de antecedência para o fim da primeira fase.
De acordo com Muzzi, o Atlético, dentro do que tinha como orçamento para o futebol feminino, optou em investir na melhoria estrutural para as atletas.
Em março, as jogadoras passaram a treinar na Vila Olímpica duas vezes por semana e nos outros três dias na Cidade do Galo. Além de terem recebido uma nova estrutura de vestiários, academia, sala de fisioterapia e refeitório.
“A gente preferiu, dentro do orçamento, fazer os investimentos que eram possíveis dentro das decisões tomadas nos anos anteriores porque as jogadoras já tinham contrato em curso. Fizemos investimentos para melhorar a estrutura, que hoje já é um pouco melhor. Ainda temos muita coisa para se fazer.
Hoje a gente participa de um comitê que trata do futebol feminino. Preferimos fazer investimentos na equipe gerencial do futebol feminino. Estamos usando o CIGA para a identificação de jogadoras para compor o elenco”, prosseguiu Bruno Muzzi.
SAF promete mudanças e novo planejamento
Após as justificativas, o CEO do clube alvinegro prometeu uma mudança de postura da Sociedade Anônima de Futebol no planejamento do futebol feminino e estipulou prazos para a volta das Vingadoras como uma equipe forte.
“A SAF, daqui para frente, acredita no futebol feminino. Vai passar por esse momento de sofrimento e reestruturação. Tenho certeza que, daqui a dois ou três anos, estaremos com o futebol feminino equilibrado, sustentável e competitivo. O futebol feminino faz parte da nossa estratégia e é importante para a gente”, finalizou o dirigente.
A reestruturação do Galo Feminino já foi iniciada com a mudança do comando técnico do time. A partir deste segundo semestre, as Vingadoras serão treinadas por Adriano Gutierrez.
Ex-auxiliar do Porto Vitória, do Espírito Santo, o pernambucano de 38 anos é bacharel em Educação Física e possui qualificação profissional pela CBF Academy, onde é certificado com licenças B e C. Em 2023, inclusive, fazia parte da comissão técnica do Itabirito SAF, na campanha que deu acesso ao Módulo 1 do Campeonato Mineiro.
Ana Luiza Pereira é jornalista formada pela PUC Minas. Repórter multimídia da Rádio Itatiaia, acumula passagens anteriores pela TV Horizonte, Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão.



