Depois de pedirem o fim da Guerra da Ucrânia na Cúpula do G20 em Bali, líderes mundiais descem o tom em Nova Délhi
Na declaração oficial da Reunião da Cúpula, líderes ressaltaram os prejuízos sociais e econômicos do confronto e afirmaram que houve diferentes pontos de vista e avaliações da situação

Líderes do G20 discutiram a Guerra na Ucrânia durante a reunião da Cúpula em Nova Délhi. Após pedirem o fim do conflito na edição de Bali, desta vez, as lideranças das nações mais poderosas do mundo condenaram uso da força e tomada de territórios contra soberania nacional.
"Em conformidade com a Carta das Nações Unidas, todos os Estados devem abster-se da ameaça do uso da força ou procurar a aquisição territorial contra a integridade territorial e a soberania ou a independência política de qualquer Estado. O uso ou ameaça de uso de armas nucleares é inadmissível, diz o documento.
Impactos
Os chefes de Estado e governo também lamentaram os impactos globais do conflito. "Destacámos o sofrimento humano e os impactos negativos adicionais da guerra na Ucrânia no que diz respeito à segurança alimentar e energética global, às cadeias de abastecimento, à estabilidade macrofinanceira, à inflação e ao crescimento, o que complicou o ambiente político para os países, especialmente os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos que ainda estão a recuperar da pandemia de Covid-19 e da perturbação económica que impediu o progresso na consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Divergências
O debate foi intenso e, segundo o documento, houve diferentes pontos de vista e avaliações da situação. Apesar da dificuldade de consenso, o grupo foi unânime em reconhecer que essas questões (relacionadas a guerra) podem ter consequências significativas para a economia global.
A declaração foi construída sem a presença do presidente da Rússia, Vladmir Putin, que faltou à reunião do bloco.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
