Vojvoda volta a reclamar do gramado do Castelão após vitória do Fortaleza
Time fez 1 a 0 no Fluminense neste domingo (7), pelo Brasileirão; vários pontos do campo estão quase sem grama e chamam a atenção

O gramado da Arena Castelão voltou a ser tema da entrevista do técnico do Fortaleza, Juan Pablo Vojvoda. Com algumas partes sem grama, principalmente nas pequenas áreas, o treinador cobrou novamente melhorias após a vitória de seu time sobre o Fluminense, neste domingo (7), por 1 a 0, pela Série A do Campeonato Brasileiro.
"O Estado, o torcedor, todo mundo merece um gramado melhor. O gramado precisa melhorar, precisa melhorar. É um estádio de Copa do Mundo, bonito, com boa estrutura, mas precisa de um gramado bom", insistiu o treinador.
O Fortaleza já correu o risco, em 2024, de não poder jogar no Castelão pela Copa Sul-Americana por causa do péssimo gramado. O time voltará a campo no torneio continental em meados de agosto, pelas oitavas de final, e há o risco de novo veto da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).
A Arena Castelão é administrada pelo Governo do Ceará, que faz a manutenção do gramado. Nos bastidores, membros do governo dizem que deixar o gramado em ordem é complicado porque Fortaleza e Ceará não abrem mão de atuar na arena, e a sequência de partidas é grande. Na sexta-feira (5), o Ceará jogou no estádio contra o Santos, pela Série B.
"O torcedor do Nordeste, do Ceará é apaixonado pelo futebol e merece ter um jogo da Seleção Brasileira aqui, não é. Por isso precisa ter um gramado bom", disse Vojvoda.
O treinador tem feito esforço de convocar os torcedores a irem aos jogos do Brasileirão. Neste domingo foram 34 mil pessoas, mas com o gramado ruim é possível que o Fortaleza tenha que fazer algumas partidas no estádio Presidente Vargas, da prefeitura de Fortaleza, que tem capacidade para 20 mil pessoas.
"Queremos 35 mil, 40 mil pessoas nos nossos próximos jogos. Mas o torcedores merece um gramado bom para que o jogo seja de alto nível, que o time possa corresponder", disse Vojvoda.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



