Marinho diz que companheiro previu golaço de falta que classificou o Fortaleza
Atacante marca pela primeira vez pelo clube cearense e garante empate contra o Libertad, e a vaga nas quartas da Copa Sul-Americana

Marinho chegou a ser criticado por torcedores após duas ou três partidas ruins pelo Fortaleza - depois de uma boa estreia contra o Athletico, pelo Brasileirão. Nesta terça-feira (8), o atacante saiu do banco de reservas para garantir a vaga do Fortaleza às quartas de final da Copa Sul-Americana, na melhor campanha da história em uma competição continental.
E foi um golaço de falta, aos 45 minutos do segundo tempo. O 1 a 1 contra o Libertad-PAR, na Arena Castelão, serviu já que o time brasileiro venceu em Assunção, na semana passada, por 1 a 0.
"Foi a mão de Deus ali acho que colocou a curva na bola. Eu treino bastante, e na hora ali, o Guilherme se aproximou de mim e disse 'essa é a bola, você vai marcar'. E foi ali que consegui acertar. Gol bonito é sempre o próximo, mas acho que esse é histórico, por tudo o que aconteceu", disse Marinho.
Marinho estava encostado no Flamengo, e o Fortaleza pagou US$ 400 mil (R$ 1,9 milhão) para que o clube carioca o liberasse. Uma contratação de peso, de um jogador que há três anos era considerado o melhor da América na Libertadores atuando pelo Santos.
"A torcida cobra, eu me cobro também. Sei do investimento, sei de tudo, tudo que passei. Entendo a maneira como o professor [Juan Pablo Vojvoda] trabalha, sempre mudando os jogadores, rodando, e eu estou me preparando. O trabalho é muito bem feito", disse o atacante.
Na comemoração do gol, Marinho primeiro correu em direção aos torcedores - e levou cartão amarelo por isso. E depois foi abraçar Vojvoda.
"É um gol que vai ficar para a minha memória. Na comemoração ali fui para os torcedores, estava precisando dessa confiança, desse carinho. E o professor é pelo trabalho, que é bem feito, que confio. Estamos no caminho certo", disse Marinho.
O Fortaleza vai conhecer seu próximo rival na Sul-Americana na quinta-feira (10). O Bragantino recebe o América, em São Paulo, após empate por 1 a 1 na semana passada, em Belo Horizonte. Quem vencer avança, se empatar a decisão da vaga será nas cobranças de pênalti.
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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
