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Técnico do Ceará condena briga de torcida e lembra punição: 'Não aprendemos'

Clube cumprirá pena na Série B por causa de confusão em 2022; Gustavo Morínigo lamentou confusão entre torcedores do Ceará e do Sport

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Confusão entre torcedores do Ceará e do Sport na Arena Castelão só parou com ação da Polícia Militar
Confusão entre torcedores do Ceará e do Sport na Arena Castelão só parou com ação da Polícia Militar • Marcel Rizzo/Itatiaia

Após o Sport marcar o seu gol aos 52 minutos do segundo tempo na Arena Castelão, nesta quarta-feira (19), diminuindo a vantagem do Ceará para 2 a 1 na final da Copa do Nordeste, torcedores dos dois times começaram a jogar objetos, incluindo assentos, entre eles.

A confusão só parou com a ação da polícia, que atirou bombas de efeito moral, e fez o árbitro Caio Max encerrar a partida sem reiniciar após David Ricardo marcar.

Gustavo Morínigo, técnico do Ceará, disse que se preocupou porque via muitas crianças no local dos arremessos e lembrou que seu time cumprirá seis jogos com portões fechados justamente por causa de violência dos torcedores.

"Me preocupa as crianças, me preocupa os pais, as famílias que vêm a desfrutar o jogo. Está demais isso, não sei quem começou, mas hoje estamos cumprindo pena de não ter torcida no Brasileirão. Como que não aprendemos? O futebol pode ter rivalidade, agressão não é parte do futebol", disse Morínigo.

Em 16 de outubro de 2022, torcedores do Ceará invadiram o gramado do Castelão para tentar agredir atletas do elenco no empate por 1 a 1 contra o Cuiabá. O árbitro Caio Max, o mesmo desta quarta, encerrou o confronto antes do fim e ao término da competição o Ceará foi rebaixado.

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) acabou punindo o Alvinegro com seis jogos sem torcida, que serão cumpridos no Campeonato Brasileiro da Série B de 2023 - os três últimos poderão ter a presença de crianças de até 12 anos e mulheres.

Nesta quinta, vários assentos do Castelão foram arrancados e arremessados entre os torcedores. Os fãs do Sport ficaram acuados quando a polícia entrou em ação, atirando bombas de efeito moral, mas depois a confusão acalmou. Os torcedores pernambucanos só saíram da Arena Castelão 90 minutos após o fim da partida, escoltados.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.