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Ceni e Everton Ribeiro saem em defesa de Cauly, vaiado pela torcida do Bahia

Meia deixou o campo direto para o vestiário após ser substituído em jogo da Copa do Brasil

Cauly em campo pelo Bahia, contra o Fluminense, pela Copa do Brasil

O meia Cauly viveu uma noite para esquecer na Arena Fonte Nova, em Arena Fonte Nova. Titular do Bahia no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Fluminense, na noite dessa quinta-feira (28), o camisa 8 foi vaiado por parte da torcida ao ser substituído.

Visivelmente chateado com a situação, ele seguiu direto para o vestiário após abraçar o técnico Rogério Ceni. Após a partida, o treinador explicou que a saída imediata não foi uma decisão do jogador, mas sim um pedido seu.

“Para deixar claro, eu que pedi para o Cauly ir para o vestiário. Quando ele vem, fica chateado, nervoso, eu disse: ‘Não responda, a torcida é predominante. Eles pagaram o ingresso e têm o direito de se manifestar. Vá descansar no vestiário’”, afirmou Ceni.

O técnico também destacou o esforço do meia em desempenhar uma função diferente em campo, já que o atacante Erick Pulga tinha restrição física. Com a escolha tática, Cauly atuou aberto no lado esquerdo do ataque.

“Hoje Cauly colaborou numa função que não é a dele porque Pulga só foi liberado para 30 minutos no máximo [...]. Claro que Cauly não é o Pulga, não tem a velocidade, é de construção”, explicou Ceni.

“Quando tenho um jogador que só pode fazer 45 minutos, mesmo que não seja obrigação do torcedor saber, tenho que usar Cauly pelo lado. Kayky sai antes porque estava mais cansado, e não entrei com dois pontas porque eles não tinham condição”, acrescentou.

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O capitão Everton Ribeiro também comentou a situação e ressaltou a importância do companheiro para o elenco. Para ele, as críticas tiveram impacto emocional em Cauly, que é mais reservado.

“O Cauly é muito importante para nós, todos abraçamos ele porque a gente sabe do potencial dele e de como ele é desequilibrante para a gente. A torcida, realmente, acabou pegando um pouco no pé dele”, disse o camisa 10.

“Ele é um cara mais na dele, para ele ter reclamado é porque afetou. E quando afeta ele, afeta nós também, porque é nosso companheiro, nosso amigo, a gente sabe quanto ele trabalha e o quanto é importante para a gente”, completou Everton Ribeiro.

Com a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, o Bahia garantiu vantagem mínima para o jogo de volta, que está marcado para quarta-feira, dia 10 de setembro, às 19h (de Brasília), no Maracanã.

Antes disso, no fim de semana, o Bahia volta a campo pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Mirassol. A partida está marcada para este domingo (28), às 18h30 (de Brasília), no Estádio Campos Maia, no interior de São Paulo.

Lincoln Oriaj é correspondente da Itatiaia em Salvador e cobre o futebol do Nordeste. Além de contar histórias sobre o esporte na Bahia, possui experiência com cobertura de grandes festas como Carnaval e São João. Antes da Itatiaia, fez a ASCOM do Botafogo/BA e colaborou em TVE, ge.globo e Jornal A TARDE.