Pedrinho explica situação da compra da SAF do Vasco: 'Mãos atadas'
Presidente foi afastado nesta semana, e aguarda de fora do clube a definição da negociação com o empresário Marcos Lamacchia

Afastado do comando do Vasco, Pedrinho abriu o jogo sobre como anda a situação da compra da SAF do clube. Em entrevista ao canal “Atenção, Vascaínos” nesta quarta-feira (24), o mandatário afirmou que está de “mãos atadas” neste momento, mas que Marcos Lamacchia segue com confiança na conclusão da transferência de 90% dos ativos do futebol do Cruzmaltino.
"Pela informação que tenho, perdi qualquer direito de assinatura da SAF. Eles botaram uma mulher lá que me fugiu o nome. Estou de mãos atadas. É muito difícil", afirmou Pedrinho.
“Se o investidor não conhecesse exatamente quem eu sou, ele poderia desistir do negócio com todo esse tumulto. Eu já sei todos os caminhos que eles vão seguir para deixar o investidor duvidoso, mas eles estão enganados”, disse.
Apesar de ver com positividade a relação com o investidor, ele pediu para que os interessados em adquirir a SAF do Vasco também se pronunciem.
“Se o negócio não andar é responsabilidade total deles. Inclusive acho que em algum momento o investidor tem que falar. Parece que só eu falo. Falei muitas vezes com ele de ontem para hoje. Causa uma revolta e estranheza. Reputação é uma coisa que você demora anos para construir. Posso ter 500 defeitos, julgado que falo muito ou pouco, mas estou tão focado nos objetivos que tenho a cumprir e às vezes não tenho uma resposta imediata ao que o torcedor quer. Vão achar que estou contando historinha”, afirmou.
O presidente ainda admitiu que a demora para conclusão do negócio impossibilita um aporte no meio do ano, o que pode dificultar a operação do futebol.
“Se a gente já tivesse acelerado todos os processos, a gente já tinha a possibilidade de ter um aporte no meio do ano até para investimento no futebol, que facilitaria muito. Mas com todos esses problemas causados de forma intencional, além de querer afastar o investidor, é obviamente prejudicar de forma desportiva”, revelou.
“A gente vai avaliar juridicamente para tomar a decisão que não atrapalhe a instituição. Muitas pessoas desde ontem ficam perguntando sobre nomes. Tenho indicios, algumas exonerações, vocês podem observar. E alguns nomes grandes que não quero dar por medo mesmo, do que pode acontecer comigo. Eu comprei diversas brigas. Com a 777, foi duríssima. Confiei fielmente numa dessas pessoas que se vira contra mim, a RJ é uma questão familiar que é muita dura, recebi ameaça sobre perder patrimônios. Vou ser burro, bandido, mau caráter? Vou botar meus patrimônios para roubar uma merrequinha e perder um patrimônio que vale muito mais? Vocês querem a cadeira? Concluam a venda e eu saio”, disse.
Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.



