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Problema defensivo segue sendo principal dor de cabeça pra Zubeldía no Fluminense

Tricolor mais uma vez foi vazado na derrota para o Mirassol e foca em duelo decisivo na Copa Libertadores

Por, Rio de Janeiro (RJ)
Zubeldía
Zubeldía tenta resolver problema defensivo no Fluminense • Marcelo Gonçalves/Fluminense

Apesar de figurar na disputa pelo topo da tabela da Série A do Campeonato Brasileiro, o Fluminense acendeu o sinal de alerta após a derrota por 1 a 0 para o Mirassol, no último sábado, com gol marcado por Denilson.

O resultado negativo expôs a vulnerabilidade do sistema defensivo comandado pelo técnico Luis Zubeldía, que chegou à marca de nove jogos consecutivos sendo vazado, um retrospecto incômodo que costuma assombrar equipes localizadas na parte de baixo da classificação.

A atual crise no setor defensivo tricolor evoca fantasmas recentes do clube, aproximando-se do pior momento vivido em 2024, ano em que o Fluminense lutou contra o rebaixamento até a última rodada. Naquela ocasião, a equipe amargou uma sequência de 11 partidas seguidas sofrendo gols, um fantasma que agora volta a rondar as Laranjeiras.

As estatísticas apontam a bola aérea como o principal calcanhar de Aquiles do time na temporada, tendo sido a origem de 20 gols adversários no ano. Embora falhas individuais venham custando pontos preciosos, a insistência no erro já transformou a fragilidade em um problema de ordem coletiva.

Após o revés do fim de semana, o zagueiro Jemmes lamentou a situação e cobrou evolução imediata do elenco.

"É uma questão que a gente vem trabalhando bastante, melhorar essa parte defensiva. Infelizmente a gente tomou mais um gol. É trabalhar, melhorar. Teve o lance do juiz que acabou atrapalhando. É trabalhar para melhorar e não deixar acontecer", comentou.

Agora, o Fluminense corre contra o tempo e tem apenas duas partidas antes da pausa do calendário para a Copa do Mundo para tentar estancar a crise.

Os compromissos contra o Deportivo La Guaira-VEN, pela Copa Libertadores, e diante do Cruzeiro, pela Série A do Campeonato Brasileiro, são vistos internamente como as oportunidades cruciais para o time dar uma resposta imediata à torcida e garantir um período de férias sob clima de paz.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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