Fernando Diniz defende recentes atuações do Fluminense
Nos últimos 14 jogos, equipe tricolor soma apenas quatro vitórias, mas treinador destaca os últimos quatro jogos sem perder

A queda vertiginosa de desempenho do Fluminense nos últimos 14 jogos é utilizada de forma conveniente. Pelo menos foi isso que garantiu o técnico Fernando Diniz, depois do empate por 1 a 1, no Maracanã, diante do Sporting Cristal-PER, pela Copa Libertadores, nesta terça-feira (27).
Segundo o comandante, o Fluminense não perde há quatro jogos e isso não é utilizado a favor da equipe. Pelo contrário, o que ele acredita é que o interesse em jogar o desempenho da equipe para baixo é maior do que em destacar feito, como a vitória do fim de semana sobre o Bahia.
"Pega-se o recorte que é conveniente. Passamos por aquela fase ruim e agora não perdemos nos últimos quatro jogos. É um recorte extremamente negativo que puxa o time para baixo. Contra o Bahia, teve um desempenho que ninguém teve uma superioridade dessa contra eles com um a menos. Um time que venceu o Palmeiras antes. Esse é o recorte mais justo a se fazer. Vai esperar o próximo jogo para esperar a matemática ruim ou boa", disparou o técnico.
Mesmo com o empate, o Fluminense se classficiou com a primeira colocação do Grupo D da Copa Libertadores, com o mesmo dez pontos do River Plate-ARG, mas com vantagem no saldo de gols.
"Hoje não tivemos o desempenho que queríamos. Tivemos dificuldades na saída. A saída de bola é nosso carro chefe. Vamos jogar com o São Paulo no Morumbi, ai vai voltar 12 jogos de recorte se perder ou empatar. Desde que tinham sete jogos de resultados ruins, se fazem a mesma pergunta. Fizemos uma partida excelente, que se tivemos melhor faria 4, 5 no Bahia. Quer pegar retrospecto negativo. Tem que ser mais coerente e mais justo com o que está acontecendo", opinou.
Por fim, o técnico destacou as dificuldades impostas pelo Sporting Cristal, que impediu o Fluminense de jogar da maneira que mais gosta.
"Hoje tinha indicação para sair com bolas longas. Fizemos bola longa levando vantagem, isso é uma preferência. Mesmo os times sabendo, talvez o Sporting Cristal tenha surpresa de arriscar muito, não tinha nada a perder, arriscaram marcação alta. Talvez não estávamos tão preparados para isso. Foi um jogo bastante nervoso", completou.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
