Renato Paiva vibra com atuação do Botafogo: 'Estava próximo de acontecer'
Treinador valoriza desempenho da equipe alvinegra diante do Fluminense após sequência de resultados ruins

Após uma série sem vitórias, o Botafogo deu uma resposta positiva e venceu o Fluminense, neste sábado (26), por 2 a 0. Após o clássico no Nilton Santos, Renato Paiva vibrou com a atuação da equipe. De acordo com o técnico português, o Alvinegro estava próxima de uma exibição como a desta noite apesar dos resultados ruins recentes.
"Tenho que trabalhar em cima dos indicadores das atuações e dos jogadores. Frustrado e triste pelos resultados que não vieram, mas disse aos jogadores: "Calma". Os resultados não estavam a chegar, mas não havia nada muito errado. Esta exibição poderia acontecer a qualquer momento.
"Perdemos e ganhamos jogadores. Saíram e entraram. O Botafogo do ano passado não é Almada e Luiz Henrique. Saíram 14 jogadores. É um Botafogo novo, com uma espinha dorsal. A maior parte dos que ganharam estão aqui, dos 11. É um processo de adaptação. É um trabalho que quis, com muita vontade e orgulhoso de estar aqui, vamos fazer aos poucos. Tivemos um mês, preparamos algumas coisas, e agora é ir acertando durante as competições. Não consigo chorar do passado. Nem cá estava. Me diverti muito ao ver o Botafogo de Artur e Luís Castro. Mas é passado. Não existe. Temos que trabalhar com estes jogadores, resultados e exibições", disse Paiva.
Agora é Copa do Brasil
No sábado (3), pela sétima rodada da Série A, o Fluminense joga contra o Sport, no Maracanã. O Botafogo vai à Arena Fonte Nova enfrentar o Bahia. Confira todos jogos do Brasileirão!
Antes, os times voltam as atenções para a terceira fase da Copa do Brasil. Na terça (29), o Fluminense recebe a Aparecidense. Na quarta (30), o Botafogo enfrenta o Capital-DF. Veja a tabela!
Confira, abaixo, mais respostas de Renato Paiva, técnico do Botafogo:
Controle do desgaste físico e mental do elenco
"Concentramos no cansaço físico, mas o mais perigoso é o mental. É o que faz tomar boas e más decisões. Quem acerta mais, é quem normalmente ganha. Nos preocupamos muito. É uma realidade do Brasil. Temos que trabalhar em cima disso, cobrar os jogadores na parte física e gerir a informação para a parte mental. Acima de tudo, pensar em sermos nós mesmos. O adversário é importante, mas, dentro deste cansaço mental, temos que gerir as informações, emoções. Esse grupo é fantástico. Acreditam neles próprios, nos colegas e no trabalho que estão a fazer. Trabalhar em cima de derrotas é mais difícil. A equipe manteve-se resiliente. Eu os disse que sentia que estávamos perto de uma exibição dessa."
Avaliação da partida
"Jogamos para ter outro resultado, ao menos mais elástico. Conseguimos poderíamos ter feito mais do que um ou dois gols. Equipe fez em termos defensivos e ofensivos. O Fluminense não chutou no gol. É essa atuação que quero que a equipe tenha. Depois da grande primeira etapa, gostei da dinâmica ofensiva, de pressionar mais alto e ter boa reação à perda, diante de um Fluminense fresco.
O resultado foi curto para o intervalo. Teve a reação do adversário, que buscou o resultado. Um pouco de cansaço da minha equipe. Baixamos também pelo mérito do adversário. É complicado quando jogamos de três em três dias. Depois, o tempo passa, com 1 a 0 vem o fantasma do adversário marcar. É o histórico dos últimos jogos, mas o time foi muito bem. Uma vitória justa e, com todo respeito aos profissionais do Fluminense, uma vitória curta em termos de números, mas de acordo com o queremos da nossa equipe."
Opção por dois centroavantes
"Temos que analisar o contexto do jogo. O Fluminense não jogou durante a semana. Mesmo com as alterações que fiz, senti que mudança no esquema e ajustes, poderia surpreender o Fluminense e combater isso. Mastriani foi contratado para isso, para estar aqui. É um pouco disso. Surpreender o adversário e perceber que a mobilidade do Igor, que é tão boa, põe sempre o coletivo à frente e ficou um pouco mais solto e pudemos ter as dinâmicas. Fizeram um jogo fantástico, no limite físico. Era para tentar surpreender o Renato e combater o nosso cansaço com a mudança e o frescor do Fluminense. Contamos com todos em esquemas diferentes."
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



