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Renato Paiva explica ‘dedo do meio’ após gol do Botafogo na Libertadores

Treinador se manifesta após viralizar imagem em que faz gesto obsceno ao vibrar com o gol de Arthur

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Renato Paiva durante partida entre Botafogo e Estudiantes
Renato Paiva durante partida entre Botafogo e Estudiantes • Vítor Silva/Botafogo

Na vitória do Botafogo por 3 a 2 sobre o Estudiantes, no Nilton Santos, a comemoração do técnico Renato Paiva no gol de Arthur, aos 40 minutos do segundo tempo, chamou a atenção. Em meio à vibração na área técnica, o treinador mostrou o dedo do meio na direção contrária ao campo. Na entrevista após o jogo, o português explicou a situação.

Antes mesmo responder perguntas, o treinador pediu a palavra e se manifestou sobre o assunto, garantindo que o gesto obsceno foi uma brincadeira com um membro de sua comissão técnica, e não direcionado para a torcida ou para algum torcedor do Botafogo presente.

“Antes de responder à tua pergunta, vou esclarecer aqui um tema que anda a circular na internet, um gesto que eu fiz. Já estão a dizer que é para a torcida, já estão a dizer que é para o treinador da Argentina… Então, a história é a seguinte. Uma discussão entre a minha equipe técnica: “tira o Artur, não tira o Artur, tira o Artur, não tira o Artur”. E eu disse: “não vou tirar o Artur. Ah, mas o Artur está em risco, desgastado… Não vou tirar o Artur.” E quando o Artur faz o gol, eu fiz aquilo à boa maneira portuguesa, para o meu colega da equipe técnica. Isso fica bem claro”, afirmou Renato Paiva.

“Primeiro, não queria fazer isso à minha torcida nem para a torcida nenhuma. Não há um gesto na minha carreira de desrespeito para qualquer elemento do jogo. Nenhum. Não há nenhum momento registado da minha parte de desrespeito para elementos do jogo. Eu tenho uma expulsão em 23 anos. Uma expulsão em 23 anos, no sub-17 do Benfica. Uma. E orgulho-me muito disso. E, portanto, quem me conhece sabe, e isto foi obviamente uma brincadeira, porque era constantemente tirar o Artur, tirar o Artur, a parte física, o GPS, o cansaço, e eu tinha o feeling que não tinha que tirar o Artur, porque era uma seta que, para já, estava a ser dos melhores em campo, senão o melhor. Estava completamente a bagunçar a defesa do Estudiantes”.

“E quando sai o gol, eu inclusivamente torno a rir. Portanto, é uma coisa que, e repito, para a torcida é impensável, depois de um espetáculo absolutamente fabuloso que eles fizeram hoje, não só de coreografia, mas de apoio, 90 minutos a apoiar os nossos jogadores, até nos momentos mais difíceis que tivemos. Obviamente, só se eu fosse muito estúpido e não sou, é que ia fazer uma coisa dessas para a torcida, muito menos para o meu colega, que também não me fez mal nenhum, é meu colega e nada mais que isso, e também muito menos para o árbitro, que correria o risco de ser expulso, de ser, de me expulsarem. Portanto, que isto fique bem claro e que não comecem já, no lodo da internet, não comecem já a criar filmes. Que isto fique já bem claro”, encerrou.

Após o encerramento da quinta rodada, a Universidad de Chile lidera a chave com 10 pontos. Estudiantes e Botafogo somam nove pontos cada, com os argentinos em vantagem no saldo de gols: 4 a 2. O critério de desempate, inclusive, pode definir as vagas e as posições da chave.

O Botafogo enfrenta a Universidad de Chile em partida decisiva. Os jogos em La Plata e no Rio de Janeiro, respectivamente, são simultâneos.

A matemática para o Botafogo avançar

A matemática para o Botafogo avançar sem depender do resultado da outra partida é simples: basta vencer a Universidad de Chile no Nilton Santos.

Caso empate, o time de Renato Paiva ainda tem chances, mas dependerá de uma derrota do Estudiantes para o Carabobo, na Argentina.

Para avançar em primeiro lugar da chave, o Botafogo precisa vencer a La U e torcer por um tropeço do Estudiantes em casa. Um empate na Argentina serve.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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