Em live no Canal do TF, no início da noite desta sexta-feira (28), o CEO do Botafogo, Thairo Arruda, detalhou a real situação financeira da SAF alvinegra e rebateu a percepção de que o clube estaria “quebrado”. O dirigente apresentou números, explicou o processo de reestruturação e comentou os impactos do fair play financeiro da CBF — além de contextualizar o momento esportivo após a saída de diversos jogadores campeões da
Segundo Arruda, quando a atual gestão assumiu o Botafogo, o cenário era crítico.
“O Botafogo estava quebrado quando assumimos o clube. A dívida do Botafogo era cerca nove vezes a receita. Em 2022. Hoje, a dívida do Botafogo é cerca de uma vez a receita. Somando a dívida do clube social com a SAF. Estamos num patamar muito mais saudável”, afirmou.
Apesar da melhora expressiva, o CEO destacou que ainda há desafios no curto prazo.
“Boa parte dessa dívida é de curto prazo, o que deixa a gente com um pouco de dificuldade. Mas tudo depende da nossa habilidade de renegociar esse passivo e torná-lo um pouco mais de longo prazo para que a gente consiga fazer com que as dificuldades de gestão passem.”
Fair play financeiro e adaptação
Arruda também detalhou como o Botafogo se posiciona diante do novo fair play financeiro implementado pela CBF.
“Em relação ao fair play financeiro, é importante dizer que participei da construção e gostei muito do resultado. A CBF fez um trabalho espetacular em trazer um fair play financeiro moldado ao perfil do Brasil. É um fair play um pouco mais sofisticado em relação ao europeu, porque aqui a gente tem muitos clubes com endividamento altíssimo. O Botafogo está bem longe de ser um dos piores. Estamos, de certa forma, cômodos que vamos conseguir nos adequar no fair play financeiro.”
O dirigente explicou que as sanções começam apenas em 2028, o que dá tempo para ajustes.
“O fair play financeiro tem o período de adaptação. Os clubes passam a receber sanções a partir de 2028. Temos 2026 e 2027 para evoluir. Já estamos dentro de alguns indicadores. Outros temos que melhorar até 2028 e não será difícil.”
Dívida, ativos e futuro do Botafogo
Sobre os números mais atualizados, Arruda ressaltou que os valores mudam constantemente por causa de renegociações e pagamentos em andamento.
“Em relação a números, a posição de momento sempre muda. Há renegociações, pagamentos, tudo muda. Mas a ordem é em torno de R$ 700 milhões. É importante mencionar os ativos que a SAF tem. Temos um crédito grande com a Eagle e com o Lyon. O passivo é reduzido quando a gente considera os ativos de curto prazo que temos com a Eagle e com o Lyon”, concluiu Arruda.