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‘Quebrado’? CEO abre o jogo sobre situação financeira do Botafogo

Thairo Arruda detalhou o momento da SAF alvinegra e expôs o valor da dívida do clube

Thairo Arruda, CEO do Botafogo

Em live no Canal do TF, no início da noite desta sexta-feira (28), o CEO do Botafogo, Thairo Arruda, detalhou a real situação financeira da SAF alvinegra e rebateu a percepção de que o clube estaria “quebrado”. O dirigente apresentou números, explicou o processo de reestruturação e comentou os impactos do fair play financeiro da CBF — além de contextualizar o momento esportivo após a saída de diversos jogadores campeões da Libertadores e do Campeonato Brasileiro de 2024.

Segundo Arruda, quando a atual gestão assumiu o Botafogo, o cenário era crítico.

“O Botafogo estava quebrado quando assumimos o clube. A dívida do Botafogo era cerca nove vezes a receita. Em 2022. Hoje, a dívida do Botafogo é cerca de uma vez a receita. Somando a dívida do clube social com a SAF. Estamos num patamar muito mais saudável”, afirmou.

Apesar da melhora expressiva, o CEO destacou que ainda há desafios no curto prazo.

“Boa parte dessa dívida é de curto prazo, o que deixa a gente com um pouco de dificuldade. Mas tudo depende da nossa habilidade de renegociar esse passivo e torná-lo um pouco mais de longo prazo para que a gente consiga fazer com que as dificuldades de gestão passem.”

Fair play financeiro e adaptação

Arruda também detalhou como o Botafogo se posiciona diante do novo fair play financeiro implementado pela CBF.

“Em relação ao fair play financeiro, é importante dizer que participei da construção e gostei muito do resultado. A CBF fez um trabalho espetacular em trazer um fair play financeiro moldado ao perfil do Brasil. É um fair play um pouco mais sofisticado em relação ao europeu, porque aqui a gente tem muitos clubes com endividamento altíssimo. O Botafogo está bem longe de ser um dos piores. Estamos, de certa forma, cômodos que vamos conseguir nos adequar no fair play financeiro.”

O dirigente explicou que as sanções começam apenas em 2028, o que dá tempo para ajustes.

“O fair play financeiro tem o período de adaptação. Os clubes passam a receber sanções a partir de 2028. Temos 2026 e 2027 para evoluir. Já estamos dentro de alguns indicadores. Outros temos que melhorar até 2028 e não será difícil.”

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Sobre os números mais atualizados, Arruda ressaltou que os valores mudam constantemente por causa de renegociações e pagamentos em andamento.

“Em relação a números, a posição de momento sempre muda. Há renegociações, pagamentos, tudo muda. Mas a ordem é em torno de R$ 700 milhões. É importante mencionar os ativos que a SAF tem. Temos um crédito grande com a Eagle e com o Lyon. O passivo é reduzido quando a gente considera os ativos de curto prazo que temos com a Eagle e com o Lyon”, concluiu Arruda.

Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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