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Eagle nega dívidas e pede extinção de decisão que mantém Textor na SAF do Botafogo

Imbróglio judicial envolve dívidas e o controle da SAF do Botafogo, que faz parte da rede multiclubes do empresário norte-americano John Textor desde 2022

John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, em entrevista no Estádio Nilton Santos

Nesta quarta (27), a Eagle Football Holdings, inconformada com a decisão que congelou suas ações na SAF do Botafogo e manteve John Textor no controle do clube, interpôs embargo à execução na 3ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O grupo alega que as dívidas não existiam na época da ação e pede extinção imediata e definitiva da execução.

Em 31 de julho, o juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, congelou ações da Eagle Football Holdings na SAF do Botafogo, impedindo alteração societária que tire o empresário norte-americano do controle do clube.

A decisão foi tomada no âmbito de uma execução de título extrajudicial movida pela própria SAF, que cobra uma dívida vencida de 23 milhões de euros (cerca de R$ 152 milhões). A Eagle, contudo, alega que as dívidas foram pagas em março e maio de 2024. Veja, abaixo, trecho da petição a qual a Itatiaia teve acesso.

Eagle Holdings Football alega que dívidas com a SAF do Botafogo já foram pagas

A Eagle Holding Football classificou como “conduta ilícita” a ação da SAF Botafogo, cobrando uma indenização de R$ 305 milhões, aproximadamente o dobro da dívida alegada pelo clube carioca.

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    John Textor adquiriu a SAF do Botafogo em 2022, e o clube carioca passou a fazer parte da Eagle Holding Football, rede multiclubes do empresário norte-americano, como o Lyon-FRA, Crystal Palace-ING e Molenbeek-BEL.

    Nos últimos meses, a crise financeira e a ameaça de rebaixamento para a segunda divisão francesa fizeram Textor ser afastado do controle do Lyon. Na sequência, iniciou-se a disputa pela controle da SAF do Botafogo.

    Recentemente, o empresário criou uma nova empresa nas Ilhas Cayman, transferindo as ações do Glorioso para esta nova companhia. A Eagle Holding entende o movimento como ilegal por parte do empresário. Confira a linha do tempo e entenda o imbróglio judicial aqui.

    Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.