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Cláudio Caçapa se despede do Botafogo e divide méritos com Lucio Flavio

Interino após a saída de Luís Castro, Caçapa deixa o comando do Alvinegro com quatro vitórias em quatro jogos

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Cláudio Caçapa se despede com 100% de aproveitamento no comando do Botafogo
Cláudio Caçapa trabalhou na SAF do Botafogo entre 2023 e 2026 • Vítor Silva/Botafogo

A vitória sobre o Bragantino, neste sábado (15), marcou o fim da passagem de Cláudio Caçapa pelo Botafogo. E que passagem. No comando interino da equipe após a saída de Luís Castro, o profissional deixa a equipe com 100% de aproveitamento e, em sua entrevista após a "despedida", dividiu os méritos com Lucio Flavio, técnico do Sub-23 que o auxiliou nestas últimas semanas no Alvinegro.

"Quero falar desse profissional competente, íntegro, é raro achar pessoas como ele. Comprometido, ama o clube, o que faz, estudioso e conhece do futebol. Quando vim para cá, já sabia, temos amigos em comum, todos elogiavam o Lucio. Posso dizer 100% que não erraram nos comentários Acertaram, pela integridade, profissional e pessoa que é. Está disposto a ajudar sem querer nada em troca", afirmou Cláudio Caçapa, que é auxiliar-técnico do Lyon, da França, que também é gerido pela Eagle Holding.

"Ele me abraçou, vamos trabalhar juntos. Hoje estão falando de mim, mas o que seria de mim sem o Lucio Flavio? Nada. Quem conhecia o elenco era ele, o que me fez ganhar muito tempo. Quando nos falamos, é porque ele conhece mais os atletas que eu", exaltou Caçapa, revelando as dicas recebidas.

"Ele me deu muitos pontos positivos, como a entrada da Carlos Alberto contra o Vasco. Entrou, ajudou e marcou o gol. Devemos muito respeito ao Lucio Flavio, cara que vou levar para a vida, virou meu irmão. Agradeço a todos da comissão técnica, porque todos me abraçaram. Isso é muito difícil acontecer no futebol, todo mundo quer um pouquinho, aqui é um grupo muito fechado. É bonito de se ver. Nos meus mais lindos sonhos não imaginava passar pelo que passei hoje", finalizou Caçapa.

O Botafogo venceu Vasco, Grêmio e Bragantino, no Brasileirão, e o Patronato-ARG, na Sul-Americana, sob o comando interino de Cláudio Caçapa. Agora, com 13 pontos de vantagem na liderança da Série A e com a vantagem nos playoffs da Sul-Americana, o Alvinegro passa a ser dirigido por Bruno Lage.

Confira outras respostas de Cláudio Caçapa após a vitória sobre o Bragantino:

Sistema defensivo do Botafogo

"Não podemos esquecer que eu fui zagueiro. Tem isso também. O segredo desse time é a solidariedade, a união. É o "sofrer junto", contra o Grêmio nós também sofremos juntos. Isso é o grande ponto forte deles, eles detestam tomar gol. Tem que ser assim, tem que detestar tomar gol. Porque, quando se detesta, todo mundo recompõe, todo mundo marca, todo mundo defende. Acho que o trabalho é esse. Eles entenderam, gostaram da receita. Acho que tem tudo para continuar dando certo."

Aliar desempenho e resultado

"Isso é tudo que a gente quer, é defender bem. Eu falei para eles: eu gosto do time que defende bem, que todo mundo defende. Se o Tiquinho tiver que descer, ele desce sem problema. Se analisar hoje, o Luis Henrique, o próprio Segovia, todo mundo defende, todo mundo precisa baixar. O futebol evoluiu muito, não dá para fazer uma linha de quatro só com os dois volantes defendendo. Defende todo mundo e, quando joga, tem que jogar todo mundo também."

"O prazer do zagueiro é defender, mas também dar a bola, dar um passe, quebrar linhas. Hoje o Botafogo não foi tão brilhante, mas foi eficiente. É o que a gente tem tentado ser. Talvez o melhor é ser eficiente, eficaz e jogar bonito, seria maravilhoso. Mas às vezes não dá, às vezes temos que jogar pelo resultado. Iniciamos dessa forma, defendemos bem e jogamos. Mas aí são as circunstâncias do jogo que nos fazem mudar dentro do próprio jogo."

Passagem pelo Botafogo

"O sentimento é de dever cumprido. Me deram uma missão, eu cheguei e, graças a Deus, cumpri. Cumpri bem junto com todos, não cumpri sozinho. Saio daqui hoje feliz da vida, com dever cumprido, um ótimo trabalho dos atletas também. Isso me traz paz e tranquilidade para dar sequência na minha carreira."

Avaliação da partida

"Já sabíamos que o Bragantino era uma equipe qualificada, rápida, de transição. Um time que gosta da bola. Hoje eles mostraram que são uma grande equipe, estão muito bem no campeonato. Impuseram a nós uma dificuldade muito grande no encaixe da marcação, nós não conseguimos marcá-los tão bem. E nós não conseguíamos ficar com a bola, talvez pela pressão que eles faziam."

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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