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Botafogo de olho: jogo do Intercontinental tem ingressos esgotados

Campeão da Libertadores, o clube carioca disputará a competição internacional em Doha, no Catar

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Estádio 974, em Doha, no Catar, receberá quartas de final e semifinal da Copa Intercontinental • Khaled DESOUKI / AFP

Veja o calendário do Intercontinental:

  • Al Ain (Emirados Árabes) 6 x 2 Auckland City (Nova Zelândia) - 22 de setembro - Al Ain, Emirados Árabes Unidos
  • Al-Ahly (Egito) 3 x 0 Al Ain - 29 de outubro - Cairo, Egito
  • Botafogo x Pachuca (México) - 11 de dezembro - Estádio 974 - Doha, Catar
  • Al-Ahly x Botafogo/Pachuca - 14 de dezembro - Estádio 974 - Doha, Catar
  • Real Madrid (Espanha) x Al Ahly/Botafogo/Pachuca - 18 de dezembro - Estádio Lusail - Doha/Catar

O formato

O Intercontinental terá seis participantes e os europeus estarão direto na final. Por quê? Foi a maneira encontrada pela direção da Fifa de convencê-los a manter uma disputa anual de clubes.

Anualmente, o campeão da Libertadores cruzará com o vencedor da Liga dos Campeões da Concacaf (Confederação das Américas do Norte Central), sempre em dezembro. Asiáticos, africanos e o melhor time da Oceania se enfrentarão em mata-mata para definir quem pega o ganhador de Conmebol x Concacaf em uma semifinal única.

A semi e a final contra o campeão da Liga dos Campeões da Europa será sempre em campo neutro, em 2024 em Doha, no Catar.

A decisão do Intercontinental será em 18 de dezembro, com o Real Madrid já classificado, e que vai comemorar os dois anos da final da Copa do Mundo do Catar, vencida pela Argentina.

O “mini Mundial”

O novo Mundial de Clubes anual foi batizado de Copa Intercontinental. Reunirá anualmente os seis campeões continentais, inclusive nos anos em que ocorrer o Super Mundial de Clubes, que será quadrienal e terá 32 participantes, com a primeira edição em 2025, nos Estados Unidos.

Mas por que a Fifa batizou esse “mini Mundial” de Copa Intercontinental? Por questões comerciais.

O Mundial de Clubes da Fifa, com esse nome, será o turbinado, com 32 times que se jogará a cada quatro anos. Começa em 2025, e continua em 2029, 2033, sempre no ano anterior à Copa do Mundo de seleções. A Fifa venderá os pacotes comerciais e de direitos de transmissão do Mundial quadrienal usando essa nomenclatura e a expectativa é que para 2025 a receita seja de 2 bilhões de euros (R$ 10,7 bilhões).

Mas para não criar um hiato no confronto internacional entre clubes, a Fifa decidiu por esse “mini Mundial”, com seis participantes. Só que não poderia chamá-lo de Mundial de Clubes, já que é uma competição distinta daquela com 32 times.

Isso traria problemas na hora de vender cotas a patrocinadores e empresas de comunicação, já que os valores praticados serão bem diferentes. Por isso, os interessados em serem parceiros da Fifa comprarão o Super Mundial e a Intercontinental. Podem até fazer um pacote, mas serão dois produtos diferentes.

Copa Intercontinental é o mesmo nome do confronto entre os campeões europeu e sul-americano, que durou de 1960 a 2004, primeiro em jogos de ida e volta nos dois continentes, e a partir de 1980 com confronto único no Japão, patrocinado por uma montadora de carros e pela Federação Japonesa. Em 2017, a Fifa, após pedido da Conmebol, reconheceu todos os vencedores deste Intercontinental como campeões mundiais.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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