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Hat-trick de Fábio Júnior abre caminho para o último tricampeonato mineiro cruzeirense

Em 1998, os dois rivais decidiram o Estadual sem contra com seus goleiros, que estavam na Copa do Mundo

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Coluna do Alexandre Simões • Itatiaia

Oito anos após a final de 1990, vencida pelo Cruzeiro, que impediu o tricampeonato em sequência do Atlético, que tinha levantado a taça em 1988 e 1989, os dois rivais voltaram a se enfrentar na briga pelo título mineiro de 1998 com o Cruzeiro buscando o tri, pois tinha sido campeão em 1996 e 1997.

Foi a primeira vez que o título foi decidido no sistema de play-off. Com isso, o campeão seria o time que somasse quatro pontos primeiro. Como o Atlético teve a melhor campanha nas fases anteriores, chegou à finalíssima com a vantagem de três empates, pois já somava um ponto.

Curiosamente, as duas equipes perderam seus goleiros titulares para aquela decisão. Taffarel, pelo lado atleticano, e Dida, pelo cruzeirense, foram convocados por Zagallo para a disputa da Copa do Mundo na França. Assim, o reserva Hiran assumiu a meta alvinegra, enquanto o experiente Paulo César era o arqueiro estrelado.

O primeiro confronto, em 7 de junho, consagrou o atacante Fábio Júnior, ainda com 20 anos. Em 30 minutos de jogo, ele aproveitou as falhas de Dedê, Lima e Bruno para marcar seus gols e abrir a vantagem de 3 a 0.

Após o terceiro gol, Hiran sentiu uma lesão nas costas e foi substituído pelo garoto Emerson, promessa da base atleticana com passagens pelas categorias de base da Seleção Brasileira.

Antes de Fábio Júnior, apenas o centroavante uruguaio Revetria, também com a camisa cruzeirense, tinha alcançado um hat-trick num clássico de finais diretas do Campeonato Mineiro.

Com o placar dilatado, o treinador cruzeirense Levir Culpi resolveu administrar o resultado e permitiu a reação atleticana que, à base da vontade, diminuiu o marcador para 3 a 2, com gols de Edgar e Lincoln.

O Cruzeiro ainda poderia ter ampliado, caso Marcelo Ramos, não desperdiçasse duas chances claras nos minutos finais.

Com a vitória no primeiro jogo, a Raposa precisava apenas de um empate para ser campeão na segunda partida. Ao Galo, somente a vitória interessava para provocar o terceiro embate.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro