Fortaleza e Ceará iniciam 'maratona' de clássicos em encontro pelo Estadual
Clássico-Rei deste sábado (17), na Arena Castelão, será pela última rodada da fase de grupos; podem ser quatro confrontos em apenas 50 dias

Fortaleza e Ceará se encontram neste sábado (17) após mais de dez meses. O último Clássico-Rei foi em 8 de abril de 2023, na final do Estadual passado, já que o Leão esteve na Serie A, e o Vozão na B, na sequência da temporada. O jogo começa às 16h40 (de Brasília), na Arena Castelão, na capital cearense, pela rodada final da fase de grupos do Campeonato Cearense.
E deve ser o início de uma sequência de clássicos até o dia 7 de abril, data da final do Campeonato Cearense e onde espera-se que os dois times, franco favoritos, estejam. Podem ser mais três confrontos até esta data, somando mais dois pelas finais do Estadual e um pela fase de grupos da Copa do Nordeste, previamente agendado para 20 de março.
O Fortaleza foi o campeão cearense em 2023, mas o Ceará eliminou o rival na semifinal da Copa do Nordeste, torneio do qual seria o vencedor. Na Série B o Vozão não conseguiu o acesso, o Leão ficou na elite, portanto novamente eles não se encontrarão pela Série A nacional, o que limita o calendário do Clássico-Rei.
“Eu não tenho dúvidas em afirmar que vai ser o maior teste da temporada até agora. É o nosso maior rival, é um jogo diferente, onde a gente tem que saber jogar”, disse Vagner Mancini, treinador do Ceará. Ele escalou um time com oito garotos da base no empate sem gols contra o Náutico, no meio da semana, pela Copa do Nordeste, para poupar os titulares para o Clássico-Rei.
Juan Pablo Vojvoda, apesar de adepto do rodízio de elenco, principalmente em início de ano, também usou suplentes na vitória de 3 a 1 sobre o River-PI, pelo regional, de olho no rival. "O clássico é um jogo que todos esperam e temos que ter esse tratamento adequado", disse o argentino.
O que vale o clássico
O Ceará tem a vaga praticamente assegurada na semifinal do Cearense, como líder do Grupo B com dez pontos, três na frente de Iguatu e Ferroviário. Teria que ser goleado pelo Fortaleza e os rivais vencerem também para que o Vozão perdesse essa condição. Somente o primeiro de cada chave vai direto às semis.
A situação do Leão não é tão cômoda, já que tem também dez pontos, no Grupo A, mas vê o Maracanã atrás com oito. Se perder o Clássico-Rei, e o time de Maracanaú bater o Ferroviário, também no sábado (17), o Fortaleza teria que jogar as quartas de final, em duas partidas, o que atrapalharia o calendário neste início de temporada.
Os times
Vojvoda tem rodado bastante o time na temporada: nos sete jogos já disputados, usou 26 atletas. As dúvidas são o lateral-esquerdo Bruno Pacheco, com um trauma na mão que o tirou do jogo contra o River-PI, e o meia Calebe, ex-Atlético.
Calebe se recupera de um estiramento na coxa e, segundo o treinador, já faz trabalho no campo e pode ser que tenha condições de jogo. Há também a possibilidade de Marinho começar na ponta direita, com Yago Pikachu como opção para o segundo tempo.
Já o Ceará terá o atacante Erick Pulga como destaque. Artilheiro do Campeonato Cearense, com quatro gols, ele vem tendo boas atuações e garantiu vaga no ataque, depois de um 2023 irregular após chegar do Ferroviário.
Com Lucas Mugni ainda machucado, o meio de campo deve ter novamente Recalde e Guilherme Castilho como armadores. A expectativa é que Lourenço, poupado dos dois últimos jogos com fadiga muscular, possa estar de volta, mas ele ainda é dúvida. Se não atuar Richardson será escalado.
Fortaleza x Ceará
Fortaleza
João Ricardo; Tinga, Britez, Titi e Bruno Pacheco (Escobar); Zé Welison, Lucas Sasha e Pochettino (Calebe); Marinho, Lucero e Moisés. Técnico: Juan Pablo Vojvoda.
Ceará
Fernando Miguel; Raí Ramos, Matheus Felipe, David Ricardo e Matheus Bahia; Lourenço (Richardson), Recalde e Guilherme Castilho; Erick Pulga, Aylon e Facundo Castro. Técnico: Vagner Mancini.
Motivo: 5ª rodada da fase de grupos do Campeonato Cearense
Data e horário: 17 de fevereiro de 2024 (sábado), às 16h40 (de Brasília)
Local: Arena Castelão, em Fortaleza
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



