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Presidente da Argentina demite subsecretário que cobrou desculpas de Messi por cântico racista

Membro do governo fez cobrança a Messi e à Federação Argentina após música cantada por jogadores ao comemorar título da Copa América

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Registro da live gravada por Enzo Fernández, da Seleção Argentina  • Reprodução/Redes Sociais

O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu o subsecretário de esportes do país, Julio Garro, que cobrou pedido de desculpas após cânticos racistas na comemoração do título da Copa América. Em publicação nas redes sociais, a Presidência afirmou que o governo não pode “dizer à seleção o que comentar, pensar ou fazer”.

Também pelas redes sociais, a vice-presidente da Argentina, Victoria Villarruel, fez publicação exaltando a soberania do país e dizendo que a “música de campo” entoada pelos jogadores diz “verdades” que os europeus “não querem admitir”.

“Nenhum país colonialista vai nos intimidar por uma canção de campo ou por dizermos verdades que não querem admitir. Parem de fingir indignação, hipócritas”, escreveu.

Fora da Argentina, entretanto, a repercussão é totalmente oposta. A Fifa e o Chelsea, clube em que joga Enzo Fernández, abriram investigação sobre o caso. O jogador fez um pedido público de desculpas.

Relembre o caso

Na última segunda-feira (15), o volante Enzo Fernández registrou através de uma live no seu perfil de Instagram a celebração da delegação argentina dentro de um ônibus. Na ocasião, os atletas cantaram uma música com ofensas racistas e homofóbicas.

Ao perceber o cântico entoado, o jogador prontamente encerrou a transmissão ao vivo em sua rede social. Confira a letra:

“Eles jogam pela França

mas são de Angola

que bom que eles vão correr

se relacionam com transexuais

a mãe deles é nigeriana

o pai deles cambojano

mas no passaporte: francês”

A música em questão ganhou notoriedade em 2022, quando a Argentina conquistou o título da Copa do Mundo. Desde então, torcedores argentinos constantemente entoam os versos ofensivos ao atletas de naturalidade francesa.

Vale destacar que no ano em questão, os argentinos venceram a final contra a França. Após o eletrizante 3 a 3 em tempo normal, os latino-americanos levantaram o troféu ao bater os europeus nos pênaltis por 4 a 2.

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Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.

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