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Líder de torcida organizada argentina é assinado por gangue de tráfico rival

Bracamonte comandava a Barra Brava há 20 anos e já havia sido baleado 29 vezes

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Andrés Pillín Bracamonte, líder da barra brava do Rosário Central, é assassinado na Argentina • Reprodução/Redes Sociais

Na noite desse sábado (9), Andrés Pillín Bracamonte e Daniel Rana Atardo, líder e ‘número 2’ da ‘Barra Brava del Canalla’, torcida organizada do Rosário Central, foram mortos em Rosário, na Argentina, próximo ao estádio Gigante de Arroyito.

Eles foram assassinados pouco tempo após a derrota da equipe para o San Lorenzo, por 1 a 0, pelo Campeonato Argentino.

Bracamonte e Atardo foram baleados por homens em uma moto enquanto estavam em uma caminhonete Chevrolet S10. Testemunhas disseram ter ouvido entre sete e dez disparos. Eles chegaram a ser levados para o Hospital Provincial del Centenario em estado gravíssimo, mas não resistiram.

Andrés Pillín estava em liberdade condicional e não poderia frequentar estádios de futebol.

Guerra do tráfico

Segundo o jornal argentino Olé, os responsáveis pelo crime foram membros da gangue ‘Clan Alvarado’, rivais da gangue 'Los Monos', da qual Bracamonte tinha ligações. Ambos os grupos controlam o tráfico de drogas na região argentina.

Bracamonte era responsável pela Barra do Rosário Central e também do Newell 's Old Boys. De acordo com fontes da cidade, a execução teria sido um acerto de contas. O Clan Alvorado tem interesse de retomar controle dos dois clubes

Outros ataques

Desde que assumiu o controle da Barra dos times há 25 anos, Bracamonte já havia sofrido diversos ataques.

O mais recente foi em agosto deste ano, após a vitória do Central sobre o Newell 's por 1 a 0, quando ele e sua companheira foram baleados.

Segundo um amigo, ele já havia sido baleado cerca de 29 vezes antes do episódio fatal.

Samuel Medina

Investigações também apontam que isso tem relação com outro assassinato, que aconteceu em 1º de outubro, quando Samuel Medina, também integrante da barra, foi morto com 16 tiros. Ele era genro de Ariel Máximo, considerado um líder da facção 'Los Monos'.

Uma reação a esse homicídio aconteceu no jogo entre Rosario Central e Banfield. Após o time abrir o placar, a barra brava estourou rojões e estendeu uma bandeira em homenagem a Medina. Na partida seguinte em casa, contra o Barracas, uma pessoa supostamente relacionada a 'Los Monos' foi agredida no setor ocupado pela barra. O Rosario Central ainda não se pronunciou sobre a morte dos integrantes de sua torcida. Pillín foi uma das lideranças da barra brava por 25 anos.

Rosário e o trafíco

A cidade de Rosario vive uma guerra do narcotráfico entre facções. Em março desde ano, o município de 1,3 milhões de habitantes chegou a paralisar atividades após uma série de homicídios. A onda de violência foi provocada por operações de revistas surpresas em cadeias da região.

A cidade é berço de Messi e Di María. O primeiro passou pela base do Newell’s antes de mudar-se para Barcelona, enquanto o segundo chegou a jogar profissionalmente no Rosario Central.

Quando houve a possibilidade de Di María ser repatriado, no começo de 2024, familiares do jogador sofreram ameaças.

"Eu tinha tudo pronto para voltar, mas as ameaças ultrapassaram todos os limites. Deixaram uma caixa com uma cabeça de porco e uma bala na testa, junto com uma nota dizendo que, se eu voltasse, a próxima cabeça seria da minha filha Pía", disse o atacante na época.

Conforme a polícia, a ação é uma reação de facções, que acreditam que operações contra elas poderiam aumentar em um cenário que estrelas como Di Maria estivessem na cidade. Messi também chegou a receber ameaças.

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Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.

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