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Infantino desiste de vender a Fifa e a Copa do Mundo após repercussão negativa

Presidente da maior entidade do futebol mundial voltou atrás no plano de abrir o capital em busca de mais recursos

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Gianni Infantino, presidente da Fifa, entidade organizadora da Copa do Mundo
Gianni Infantino, presidente da Fifa, entidade organizadora da Copa do Mundo • Divulgação/Fifacom

Presidente da Fifa, Gianni Infantino comunicou que desistiu do projeto de vender parte da Fifa para investidores de fora. A grande repercussão negativa e as confederações sendo contra a ideia motivaram ele cancelar o planejado.

Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente da Fifa reiterou a intenção do projeto de vender parte da entidade, mas destacou que, pela repercussão, o projeto já não vai atender o objetivo esperado.

Infantino ainda afirmou a intenção dele agora é reunir todas as partes em breve para “continuar promovendo o crescimento do futebol”.

Veja a nota da Infantino

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. E, mais importante, desde o início deixamos claro que isso só seria feito se houvesse o apoio da maioria das Associações-Membro da FIFA e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as demais partes interessadas.

Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação.

Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer.

Como resultado, essa proposta não terá continuidade.

Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio."

Última a se posicionar

A Conmebol se posicionou sobre o plano nesta sexta-feira (31) e foi a última confederação. A primeira foi a Uefa (Europa), que emitiu diversas notas contra a ideia da Fifa e ameaça até um boicote caso esse plano siga na mesa.

A Concacaf (Américas do Norte e Central) também demonstrou rejeição à proposta, enquanto a AFC (Ásia) criticou a ideia.

A CAF (África) e a OFC (Oceania) emitiram notas convocando reuniões para avaliar a proposta da Fifa, assim como a Conmebol fez agora.

Entenda a proposta de vender a Fifa

Na nota, a Fifa destaca que precisa da aprovação dos membros associados para a criação do Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária com controle majoritário da entidade. Essa empresa ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade.

Com esse novo investimento, a Fifa projeta que cada federação receberá US$ 20 milhões (R$ 102 milhões) no ciclo 2027-30. A cota atual prevista é de US$ 8 milhões (R$ 41 milhões). A entidade ainda destaca um crescimento gradual desse valor nos dois ciclos seguintes.

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Alecsander Heinrick é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela PUC Minas e tem experiências em agências de comunicação e redação. Teve passagens por Esporte News Mundo, EstrelaBet, Jornal Hoje em Dia, Trivela e Jornal O Tempo. Apaixonado por todos os tipos de esportes, em especial futebol, futebol americano e basquete, além de séries e filmes.

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