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Boca x Cruzeiro: veja análise do VAR dos lances polêmicos em La Bombonera

Clube argentino reclamou muito das decisões da arbitragem no final do jogo ocorrido em La Bombonera, que valeu pela Copa Libertadores

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Final do jogo entre Boca Junior e Cruzeiro teve polêmicas de arbitragem
Final do jogo entre Boca Junior e Cruzeiro teve polêmicas de arbitragem • Reprodução/Conmebol

A Conmebol divulgou, nesta quarta-feira (20), a análise do VAR de dois lances reclamados pelo Boca Juniors no jogo contra o Cruzeiro. As equipes se enfrentaram na La Bombonera, em Buenos Aires, no jogo válido pela 5ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, e empataram em 1 a 1, com gols de Merentiel e Fagner. 

Jogadores e torcida do clube xeneize ficaram na bronca com duas decisões do árbitro Jesús Valenzuela no final do jogo. O primeiro é um gol do Boca que foi anulado por toque de mão, aos 43 minutos do segundo tempo. O segundo é um pênalti não marcado, já no último lance da partida, aos 56 minutos da etapa final. 

Na análise divulgada, o VAR recomendou a revisão no monitor apenas no lance do tento. No lance do pênalti o VAR não enxergou irregularidades e manteve a decisão do campo. 

Gol do Boca Juniors anulado nos acréscimos

Ao minuto 43 do segundo tempo, o jogador de camisa branca afasta a bola com a cabeça. Na trajetória da bola, um atacante do azul bloqueia a bola com o braço, na qual ocupava uma posição antinatural, ocupando o espaço. Isso causou a infração por mão. Posteriormente, a bola sobra para um outro atacante, que converte em gol. O árbitro observa a ação e permite que o jogo continue. Durante a checagem protocolar, o Var analisa a jogada em duas velocidades, que são as correspondentes para ações de mão. Isso registrou uma infração de mão de um jogador de ataque. O que gera ida do arbitro à cabine no campo. Ao ver o monitor, o árbitro decide anular o gol por tiro livre indireto para a equipe defensora

Análise do VAR da Conmebol

 

Na sequência, é apresentada a comunicação entre o VAR e o árbitro. 

VAR: Possível mão de ataque. Atrás do gol. Para ver o ponto de contato 

Os assistentes de vídeo então pedem vários ângulos durante a checagem. 

Momento do toque na mão do jogador do Boca, que anulou o gol contra o Cruzeiro • Divulgação/Conmebol
Momento do toque na mão do jogador do Boca, que anulou o gol contra o Cruzeiro • Divulgação/Conmebol

O toque de mão só fica claro para o VAR na imagem registrada por uma câmera lateral.

VAR: Aqui tenho mão.  Aqui pega no braço. O braço está aberto, pega na mão e cai. Sim, uma mão sancionável. A bola pega na mão, e cai, mudando a trajetória. E ai o jogador converte em gol. 

Após a revisão do VAR, é recomendada a idade de Jesús Valenzuela para o VAR. 

O árbitro da partida chega na cabine com a imagem travada no ponto de contato da bola com a mão do atacante do Boca. 

VAR: Pega na mão e a bola cai. A mão está aberta. 

Valenzuela pede então outro ângulo. Contudo o VAR argumenta que esse é o ângulo em que o toque fica mais claro. 

O árbitro vê o lance mais duas vezes e não pede outra imagem. Na sequência, sob muitos protestos dos torcedores e jogadores do Boca, ele anula o gol. 

Possível pênalti não dado para o Boca Juniors

No minuto 56 do segundo tempo, na pequena área da equipe de camiseta branca, um jogador de azul cabeceia a bola no sentido de fora da área, e na sequência a bola impacta no braço do defensor. O braço do defensor se encontrava em uma posição natural, como sequência de seu movimento corporal justificável para a ação que executava. O que não configura a posição por mão. O árbitro observa o lance em campo e deixa seguir. Na checagem, o VAR analisa a jogada por distintos ângulos, velocidades, e confirmam a decisão de campo.

Análise do VAR da Conmebol

 

VAR: Possível mão do atacante e possível mão do defensor. A bola está na saída, e a mão está em posição naural. E ele quer tirar o braço. Rebote, posição natural. E ele quer tirar o braço. 

Após a revisão, o VAR se comunica com o árbitro.

Momento em que a bola pega na mão de Lucas Romero, no final do jogo entre Boca Juniors e Cruzeiro  • Reprodução/Conmebol
Momento em que a bola pega na mão de Lucas Romero, no final do jogo entre Boca Juniors e Cruzeiro  • Reprodução/Conmebol

VAR: Jesús, a situação da área está toda legal. A posição da mão está natural. Além disso, ele quer tirar o braço e o contexto faria a bola sair da área. Nada a checar.

Assim sendo, o dono do apito confiou na equipe e não foi à cabine. Imediatamente depois da comunicação com o VAR, Jesús Valenzuela termina a partida. 

Situação do Cruzeiro na Copa Libertadores

Com o empate em Buenos Aires, o Cruzeiro assumiu a liderança do Grupo D da Copa Libertadores, ao ir a oito pontos. O Boca ficou com 7, na 2ª colocação.

A equipe celeste agora aguarda a partida desta quarta-feira (20), entre Universidad Católica e Barcelona-EQU, para saber se um empate no Mineirão contra os equatorianos garante a classificação.

De todo modo, o clube celeste segue dependendendo só de si para avançar. Uma vitória simples contra o Barcelona no Mineirão, na próxima quinta-feira (28), coloca o Cruzeiro nas oitavas de final de uma Copa Libertadores após sete anos.

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Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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