Rival do Brasil ouviu de médicos que poderia morrer: ‘Pode ficar paralisado. Pode morrer'
Convocado pela Escócia, o veterano chega ao torneio meses após sofrer uma grave lesão no pescoço

Aos 43 anos, o goleiro Craig Gordon será o jogador mais velho da Copa do Mundo de 2026. Convocado pela Escócia, adversária do Brasil na fase de grupos, o veterano chega ao torneio meses após sofrer uma grave lesão no pescoço.
Em documentário produzido pela BBC, Gordon revelou que ouviu dos médicos sobre os riscos do tratamento necessário para voltar aos gramados. Entre as possibilidades apresentadas estava a chance de ficar paralítico.
“Você leu o folheto informativo. Pode ficar paralisado. Pode morrer”, alertou o especialista em coluna Usamah Jannoun, consultado pelo goleiro durante o processo de recuperação.
O escocês admitiu preocupação com o impacto da lesão fora do futebol e destacou o medo de comprometer a convivência com os filhos.
“Eu estava preocupado que fosse algo que me afetaria para o resto da vida, não apenas no futebol. Eu precisava garantir que meus filhos crescessem com um pai que pudesse brincar com eles e fazer as coisas que eles quisessem”, afirmou.
Mesmo diante da possibilidade de sequelas irreversíveis, Gordon decidiu seguir com o tratamento para tentar disputar a Copa do Mundo antes da aposentadoria. O goleiro, que defendeu Sunderland e Celtic ao longo da carreira, classificou a convocação como um momento especial.
“Pensei que essa oportunidade tivesse escapado por entre meus dedos… mais de uma vez. Chegar aqui, às vésperas do torneio, e poder vivenciar algo tão grandioso é um momento enorme para qualquer jogador, e especialmente para mim, depois de todos esses anos tentando alcançar esse objetivo”, declarou.
Embora ainda não saiba se será titular da Escócia no Mundial, Gordon afirma que a presença no torneio já representa uma vitória pessoal após a recuperação da lesão.
“Claro que quero jogar. Mas conseguir chegar até aqui já é uma espécie de triunfo”, concluiu.
Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.






