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Muito além de Ancelotti, do tri e do tetra: ferida histórica e a volta da Copa à Itália

Entre as Copa do Mundo de 1974 e 1990, Brasil e Itália compartilham histórias que incluem derrota histórica e o retorno do campeonato à Terra da Bota

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Seleção Brasileira que jogou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, tinha Luisinho, Toninho Cerezo e Éder Aleixo
Seleção Brasileira que jogou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, teve três titulares do Atlético • Divulgação/CBF

De forma inédita, o Brasil será treinado por um técnico estrangeiro em uma Copa do Mundo. E por coincidência, o treinador será Carlo Ancelotti, nascido na Itália, país que participa da história da Seleção Brasileira desde sempre. Para além disso e das finais de 1970 e 1994, os dois países estão relacionados. A Itatiaia já contou fatos históricos em duas partes, de 1930 a 1950 e 1954 a 1996. 

Confira a terceira parte desta série com fatos entre a primeira Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, e o torneio de 1990, que marcou o retorno da competição ao país em forma de bota.

1974

O tricampeonato no México, em cima da Itália, com um 4 a 1, em 21 de junho de 1970, manteve Zagallo à frente da Seleção para o ciclo da Copa da Alemanha.

Seleção Brasileira em 1974 • Acervo/CBF
Seleção Brasileira em 1974 • Acervo/CBF

E desde aquela goleada no Estádio Azteca, no ciclo para a Copa de 1974, na Alemanha, o Brasil permaneceu invicto por mais 17 partidas oficiais, com 11 vitórias e seis empates. A invencibilidade caiu em 9 de junho de 1973, com uma derrota de 2 a 0 para a Itália, no Estádio Olímpico, em Roma, na comemoração dos 75 anos da Federação Italiana de Futebol.

1978

Eliminados nos dois quadrangulares semifinais, a Itália pela Holanda, no Grupo 1, o Brasil pela Argentina, no Grupo 2, os dois países se enfrentam na disputa pelo terceiro lugar.

O jogo acontece em 24 de junho de 1978, no Monumental de Núñez, um dia antes da final entre argentinos e holandeses, vencida pelos donos da casa por 3 a 1.

Seleção Brasileira em 1978 • Acervo/CBF
Seleção Brasileira em 1978 • Acervo/CBF

A Itália sai na frente, com Causio, mas na segunda etapa, Nelinho marca um dos gols mais bonitos da história das Copas e empata a partida. Dirceu decreta a virada brasileira.

O Brasil fica com o terceiro lugar de forma invicta e o seu treinador, Claudio Coutinho, se auto declara campeão moral da Copa de 1978, por causa das suspeitas envolvendo um 6 a 0 da Argentina sobre o Peru que tirou a Seleção da final.

1982

Na Copa da Espanha, as quartas de final foram no formato de quatro triangulares em turno único, com o primeiro colocado de cada chave avançando às semifinais. O Grupo 3 era sem dúvida o mais forte, pois tinha a então atual campeã, Argentina, que tinha Maradona no torneio pela primeira vez, o Brasil, de Telê Santana, muito favorito ao título, e a tradicional Itália, que aparecia como terceira força, até pela campanha decepcionante na primeira fase, quando empatou seus três jogos, contra Polônia, Peru e Camarões.

Na primeira rodada do Grupo 3, a Itália fez 2 a 1 na Argentina. Na segunda, o Brasil aplicou 3 a 1 nos campeões do mundo, que foram eliminados e com Maradona expulso. Esse resultado deu ao time de Telê Santana a vantagem do empate no confronto final da chave, contra A Azzurra.

Seleção Brasileira em 1978 • Divulgação/CBF
Seleção Brasileira em 1978 • Divulgação/CBF

Em 5 de julho de 1982, no Estádio Sarriá, em Barcelona, Itália e Brasil fizeram um dos jogos mais espetaculares da história das Copas, com os italianos, que contaram com um hat-trick de Paolo Rossi, que a partir daí arrancou para ser o grande nome daquela competição, vencendo por 3 a 2 e arrancando para igualar o tricampeonato da Seleção Brasileira.

1986

O chaveamento da fase final do torneio permitia um novo confronto entre Brasil e Itália nas quartas de final, mas desta vez em jogo único. Em 16 de junho de 1986 os brasileiros fizeram a sua parte, goleando a Polônia por 4 a 0.

No dia seguinte, a França, comandada por Platini, que inclusive abriu o placar, acabou com as chances de uma revanche brasileira batendo os italianos por 2 a 0.

Seleção Brasileira em 1982 • Divulgação/CBF
Seleção Brasileira em 1982 • Divulgação/CBF

1990

Pela segunda vez o Brasil vai a uma Copa do Mundo na Itália com um time que ficou marcado como a Era Dunga, volante do time de Sebastião Lazaroni e que era a imagem do que o treinador brasileiro esperava da sua equipe.

Após uma primeira fase em que alcançou 100% de aproveitamento, mas sem muito brilho diante de Suécia, Escócia e Costa Rica, a Seleção caiu ainda nas oitavas de final perdendo o clássico sul-americano para a Argentina, comandada por Maradona.

Seleção Brasileira em 1990 • Divulgação/CBF
Seleção Brasileira em 1990 • Divulgação/CBF
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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro

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Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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