Jon Vlogs toma atitude inesperada após ameaça de deportação durante Copa do Mundo
Influenciador brasileiro está nos Estados Unidos para acompanhar a competição e apoiar a Seleção Brasileira junto de amigos

O influenciador brasileiro Jon Vlogs tomou uma atitude inesperada após uma ameaça do governo dos Estados Unidos a criadores de conteúdo. Segundo nota emitida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, influenciadores que receberem dinheiro por conteúdos feitos no país e tiverem vistos de turistas serão deportados.
Em live feita em perfil nas redes sociais, Jon Vlogs se colocou à disposição dos amigos para gravar todos os conteúdos planejados por eles. O influenciador possui cidadania americana e por esse motivo não corre o risco de ser deportado, podendo realizar atividades que gerem renda no país.
“Eles não podem deportar vocês se vocês não estiverem gravando nada. Eu sou americano e vou perguntar. Mesmo se tiver alguma placa falando que não pode filmar, aí eu pago uma multa do car*lho. Tipo... os caras teriam que começar a colocar as placas muito antes. Aí vai estar cheio de placas na redondeza, dizendo 'proibido filmar' ou algo do tipo, entendeu? Só que... dá para chegar lá filmando, não tem essa. Eu acho que eles só estão querendo assustar” disse o influenciador.
Além de Jon, outros seis influenciadores de seu grupo estão nos Estados Unidos para acompanhar a Copa do Mundo. Nenhum deles possui visto que permita a realização de conteúdos que gerem receita.
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Entenda a decisão do governo americano
Segundo nota emitida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, a criação de conteúdo com enfoque na geração de receita a partir de fontes americanas durante a estadia no país configura violação nos termos.
O visto de turista para os Estados Unidos, chamado B-2, permite a entrada no país da América do Norte para lazer, tratamento médico e visitas familiares. Por outro lado, proíbe o recebimento de valores oriundos de trabalhos realizados no país e o exercício de atividades laborais - além da estadia superior ao período autorizado - sob pena de deportação, cancelamento do visto e possíveis restrições futuras.
Segundo uma fonte ouvida pelo periódico El País, o governo Trump planeja intensificar inspeções em aeroportos e fronteiras. O objetivo da medida, segundo o jornal, é “proteger empregos americanos”.
As diretrizes de imigração para os Estados Unidos apontam como alternativa legal o uso do visto O-1. Este documento é voltado para indivíduos com “habilidades extraordinárias em áreas como artes, negócios ou esportes”.
Desta forma, é permitida a realização de atividades remuneradas nos EUA, como publicidade e produção comercial de conteúdo.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.




