A Copa do Mundo de 2026 abrirá mais um capítulo marcante na relação entre o México e o futebol mundial. Ao lado de Estados Unidos e Canadá, o país voltará a sediar partidas do maior torneio do planeta, reforçando uma ligação construída ao longo de décadas.
Antes disso, o território mexicano já havia sido palco da Copa do Mundo em duas ocasiões históricas, em 1970 e 1986.
Se a edição de 1970 ficou marcada pelo brilho coletivo da seleção brasileira, a Copa de 1986 entrou para a história por uma das maiores atuações individuais já vistas em um Mundial. Maradona comandou a Argentina com gols decisivos, assistências e uma liderança que atravessou gerações, em uma performance frequentemente apontada como a maior da história das Copas, colocando seu nome ao lado de Pelé entre os grandes mitos do esporte.
A seguir, a Itatiaia relembra os Mundiais já disputados no país:
Copa do Mundo de 1970
Pelé com a taça Jules Rimet em 1970
Relembrar a Copa de 1970 é voltar a um torneio frequentemente apontado como o mais belo da história do futebol. Disputada entre maio e junho daquele ano, a competição marcou a primeira Copa transmitida ao vivo para diversos países e apresentou ao mundo um futebol ofensivo, técnico e espetacular.
Foi no calor e na altitude do México que a Seleção Brasileira liderada por Pelé, ao lado de Tostão, Jairzinho, Rivelino e Carlos Alberto Torres, encantou o planeta e conquistou o tricampeonato mundial.
O Estádio Azteca, completamente lotado, foi o palco da final entre Brasil e Itália, vencida por 4 a 1, em uma partida que simbolizou a consagração definitiva do chamado “futebol-arte” e eternizou a imagem de Pelé erguendo a Taça Jules Rimet.
Copa do Mundo de 1986
Maradona levanta taça de campeão da Copa do Mundo de 1986
Dezesseis anos depois, o México voltou a ser protagonista ao receber a Copa do Mundo de 1986, assumindo a organização após a desistência da Colômbia por dificuldades econômicas.
Mesmo diante do trauma recente causado pelo forte terremoto que atingiu a Cidade do México em 1985, o país conseguiu se reorganizar rapidamente e entregar um Mundial elogiado pela Fifa.
A edição contou com 24 seleções, partidas em 12 estádios espalhados por 11 cidades-sede e foi marcada novamente pelo calor, pela altitude e pela presença apaixonada das torcidas.
Assim como em 1970, o Estádio Azteca foi o grande símbolo do torneio, tornando-se o primeiro da história a sediar duas finais de Copa do Mundo. Foi ali que aconteceram jogos icônicos, como Argentina 2 x 1 Inglaterra, pelas quartas de final, eternizado pelos lances da “Mão de Deus” e do “Gol do Século”, de Diego Armando Maradona.
A final contra a Alemanha Ocidental, vencida pela Argentina por 3 a 2 diante de mais de 114 mil torcedores, consagrou o título e consolidou o Azteca como um verdadeiro templo do futebol.