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Campeão mundial pela Seleção vê Brasil inferior a possíveis rivais na Copa

Atacante que conquistou o Mundial em 1994 avaliou desempenho do time comandado por Carlo Ancelotti e foi direto sobre sequência no torneio

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Müller, campeão mundial pela Seleção em 1994 • Reprodução/TV Gazeta

Campeão da Copa do Mundo pelo Brasil em 1994, o ex-atacante Müller disse ver a Seleção inferior a possíveis rivais na atual edição do torneio. 

Em participação na TV Gazeta, o ex-jogador relembrou uma fala do lateral Danilo sobre a maturidade da Canarinho em comparação à França e Argentina e afirmou que a Seleção pode ter dificuldades para se classificar contra Holanda, Japão ou Inglaterra. 

“O Danilo disse o quê? O Danilo pegou leve. Ele usou uma outra palavra para não dizer: 'O nível técnico de França e Argentina está muito acima do Brasil'. Ele usou a palavra maturidade. Em outras palavras, ele estava dizendo assim: 'Olha, nós não estamos no mesmo nível das duas seleções, França e Argentina'. Não estamos. Temos que, às vezes, jogar contra eles, recuados, esperar um contra-ataque. Ele disse isso”, iniciou Müller.

“Se ele disse isso, é claro que o Ancelotti não pode também dizer isso, mas nós podemos dizer e estamos vendo isso. O Brasil está atrás. A gente sabe muito bem que, se o Brasil pegar uma Holanda, um Japão, uma Inglaterra, são seleções que o Brasil dificilmente passará”, afirmou o agora comentarista da TV Gazeta.

O que disse Danilo

Em entrevista coletiva concedida na última quarta-feira (17), Danilo avaliou a “maturidade” da Seleção Brasileira em comparação à França e Argentina - seleções que disputaram a final da Copa do Mundo de 2022. 

O lateral destacou que a postura da Canarinho contra adversários deste tipo pode ser mais defensiva e em busca de jogadas de contra-ataque.

"Nós temos que ser claros. Não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje ou como a própria Argentina tem. Nós não temos essa maturidade enquanto equipe. O que não quer dizer que a gente não possa fazer um bom papel e provar, ganhar e poder chegar longe. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes", iniciou em entrevista coletiva.

"Nós temos que usar outro tipo de mecanismo para poder enfrentar esse tipo de jogo. Talvez ficar um pouco mais baixo, talvez não pressionar tanto, talvez aceitar em algum momento que a posse de bola e o comando do jogo possam ser do adversário. Isso para mim é maturidade, é saber enfrentar esses momentos e saber que, na hora que eles derem uma brecha para a gente, nós temos o Vinicius, Raphinha, Endrick, Rayan. A hora que eles derem uma brecha, nós vamos fazer o gol", prosseguiu.

Seleção Brasileira na Copa do Mundo 

Em busca do hexacampeonato, a Seleção Brasileira está no Grupo C da Copa do Mundo, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. 

Com quatro pontos conquistados nas duas primeiras partidas e na primeira colocação do grupo, a Canarinho enfrenta a Escócia, na quarta-feira (24), às 19h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, pela última rodada da primeira fase do Mundial.

Caso se classifique, o time comandado por Ancelotti enfrentará Holanda, Japão ou Suécia na fase de 16 avos de final do torneio.

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Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.

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