Nem ponta, nem armador: saiba como Ancelotti planeja usar Neymar na Seleção Brasileira
Italiano não vê astro mais como um ponta, mas sim como um jogador cerebral

A saída de Raphinha por lesão e a recuperação da lesão de Neymar poderiam indicar uma substituição natural na Seleção Brasileira. Porém, o técnico Carlo Ancelotti não pretende utilizar o camisa 10 na ponta e, para incluí-lo no time do Brasil, terá que mexer em quase todo o esquema ofensivo.
O italiano não vê Neymar mais como um ponta, mas sim como um jogador cerebral. No Santos, o astro vinha atuando como um camisa 10 clássico, mas Ancelotti não utiliza um meia armador no Brasil. Por isso, o atacante de 34 anos é candidato a ocupar uma posição centralizada no ataque, como um falso 9, função que Matheus Cunha fez muito bem contra o Haiti.
"O Neymar tem que jogar por dentro do campo, não pode jogar por fora. Ele não vai jogar como extremo (ponta), vai jogar por dentro do campo, como atacante ou segundo atacante. É a posição que hoje jogaram o Vinicius e o Raphinha. (Neymar vai jogar) em uma dessas posições", disse Ancelotti, no dia 31 de maio, depois do amistoso diante do Panamá, no Maracanã.
Embora Neymar tenha se recuperado de uma lesão de grau 2 na panturrilha, o atacante não deve ser titular no próximo jogo. A expectativa é que, caso a partida esteja controlada, o astro ganhe, no máximo, pouco mais de 20 minutos em campo. Portanto, o camisa 10 não ameaça Matheus Cunha, que brilhou com dois gols sobre o Haiti no último jogo.
Brasil x Escócia
Com a goleada por 3 a 0 sobre o Haiti, o Brasil assumiu a liderança do Grupo C, com quatro pontos, mesma pontuação do Marrocos. A Amarelinha leva vantagem no saldo de gols: 3 contra 1.
Próximo adversário do Brasil, a Escócia é a terceira colocada, com três pontos. O Haiti, por sua vez, é o lanterna, sem pontuar.
As equipes se enfrentam na próxima quarta-feira (24), às 19h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, nos EUA.
Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.


