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Ancelotti convoca a Seleção mais ‘brasileira’ desde o pentacampeonato em 2002

Família Scolari foi o último grupo do Brasil num Mundial em que se tinha mais jogadores que atuavam no país do que no exterior

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Ancelotti convoca a Seleção mais ‘brasileira’ desde o pentacampeonato em 2002 • Mauro PIMENTEL / AFP

Com sete dos 26 convocados atuando no Brasil, Carlo Ancelotti levará à Copa de 2026 a Seleção mais “brasileira” desde o pentacampeonato em 2002, na Coreia do Sul e Japão.

A Família Scolari foi o último grupo do Brasil num Mundial em que se tinha mais jogadores que atuavam no país do que no exterior. Eram 13 “brasileiros” e dez “estrangeiros” numa época em que cada equipe podia inscrever 23 jogadores na Copa.

 

Em 2006, na Alemanha, 2010, na África do Sul, e 2018, na Rússia, tivemos exatamente os mesmos percentuais, com 20 “estrangeiros” o que significa 83% dos 23 nomes, e apenas três “brasileiros”, um percentual de 13%.

Em casa, em 2014, a Seleção, que voltou a ter Luiz Felipe Scolari no comando, mudou muito pouco esses números, com 19 jogadores que atuavam em clubes do exterior e quatro que jogavam no futebol brasileiro.

Por causa da pandemia de Covid-19, a Fifa aumentou para 26 o número de jogadores na Copa do Mundo em 2022, no Catar. E o Brasil teve o maior percentual de “estrangeiros”, pois os 23 convocados de Tite que atuavam em clubes do exterior representavam 88%, contra 12% de “brasileiros”, que eram apenas três.

Na lista revelada nesta segunda-feira (18) por Carlo Ancelotti, a maioria absoluta é formada por atletas que atuam no exterior, com 19 nomes, o que representa 73%. Mas esse é o menor percentual de “estrangeiros” na Seleção desde o penta, em 2002.

São sete atletas que atuam no país na lista do treinador italiano, e isso representa 27%.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro

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