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A competição da Fifa que será 'termômetro' da crise com Gianni Infantino

Presidente está sob escrutínio público após plano de vender ativos da Fifa nos EUA

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Presidente da Fifa Gianni Infantino rebateu críticas ao Catar
Presidente da Fifa, Gianni Infantino • Instagram/Reprodução

A crise na Fifa parece estar longe do fim. O desenrolar dos fatos desde o final de julho, iniciado pela proposta do presidente Gianni Infantino para vender ativos comerciais da entidade, segue com desdobramentos. Uma competição, no entanto, poderá servir como 'termômetro' para entender o atual contexto da situação.

A Polônia receberá, a partir do dia 5 de setembro, o Mundial Feminino Sub-20. A competição, prevista para ser disputada até o dia 27, contará com 24 seleções - dentre elas o Brasil.

A UEFA segundo informações da imprensa europeia, promete manter o boicote mesmo após as desculpas de Infantino. França, Itália, Inglaterra, Portugal e Espanha disputarão a competição.

A Conmebol segue com a postura de apoio ao presidente da Fifa. Tanto em aparições públicas quanto nos bastidores, Alejandro Domínguez, presidente da entidade sul-americana, demonstra apoio a Infantino.

O 'xadrez' do poder

A Uefa lidera as confederações que pressionam o presidente da Fifa. Publicamente, a Concacaf (América do Norte) e Confederação Asiática também se posicionaram contra o presidente.

A Conmebol (América do Sul) e a CAF (África) apoiaram Infantino publicamente. O presidente também conta com alguns países árabes como Catar e Arábia Saudita também apoiam o mandatário da Fifa.

O mandato de Infantino, que está no poder desde X, vai até março. O Conselho da Fifa pode convocar uma reunião de emergência para discutir a saída do presidente.

Para isso ocorrer, 19 dos 37 integrantes precisam solicitar a reunião. O órgão conta com nove representantes da Uefa, sete da AFC, seis da Confederação Africana de Futebol (CAF), cinco da Concacaf, cinco da Conmebol e três da Oceania.

O plano

A proposta previa a criação de uma subsidiária sob controle majoritário da Fifa, com participações minoritárias de investidores. A empresa ficaria responsável por consolidar as operações de torneios como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. A expectativa era arrecadar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões).

A iniciativa, porém, enfrentou forte resistência das confederações. A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que seus 55 representantes boicotariam futuras competições promovidas pela Fifa enquanto o projeto não fosse cancelado. A Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também manifestaram oposição à proposta em notas oficiais.

Diante da pressão, Infantino desistiu da criação da FFE, apenas três dias após a divulgação do plano de venda de participações da Fifa a investidores privados.

Brasil de olho

O Brasil acompanha de perto a situação. O país receberá a Copa do Mundo Feminina em 2027 e espera contar com todas as equipes classificadas para o torneio. O clima político, no entanto, faz a Fifa ter cautela com as ações de olho no Mundial. O evento que divulgará o calendário será realizado nesta quinta-feira (20), em Zurique.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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