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Polícia Civil arquiva investigação contra árbitro acusado de assédio por jogadoras do América

Investigação concluiu que as atletas escutaram conversas fora de contexto e interpretaram equivocadamente

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Jogadoras de América e Palmeiras fazem campanha contra assédio • Mourão Panda / América

A Polícia Civil arquivou a investigação de possível importunação sexual e assédio contra jogadoras do América por parte do assistente de arbitragem Claiton Timm. Ele não foi indiciado pela polícia.

Segundo as atletas do time mineiro, o assistente de arbitragem teria proferido palavras de cunho sexual durante a partida entre América e Juventude, válida pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro Feminino.

Após o jogo, o América divulgou uma nota oficial relatando o ocorrido: "Antes do início da partida, através do rádio comunicador, entre seus pares de profissão, o profissional proferiu palavras e piadas de cunho sexual, se referindo às nossas atletas, em um comportamento absolutamente inaceitável e que configura grave ofensa".

Segundo apuração da Itatiaia junto a fontes no América, o assistente fez referência à genitália das jogadoras, questionando “se é lisinha, raspadinha”. Ele também falou do próprio órgão genital. A comunicação foi ouvida pelas atletas e levou à denúncia.

“Igualmente, não houve prática do delito de assédio sexual. Os diálogos mantidos entre os árbitros abrangeram temas de interesse do jogo, nada se referindo às atletas. Elas podem ter ouvido apenas expressões ou palavras de forma isolada, gerando uma interpretação diversa”, declarou o delegado Clóvis Rodrigues de Souza.

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Karen Cristina é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte

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Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.