Às vésperas da Copa de 2027, CBF dá panorama sobre futebol feminino no Brasil
Dados mostram crescimento no número de competições, clubes, partidas e investimentos para a modalidade

A menos de um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil entre os dias 24 de junho e 25 de julho, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou um panorama sobre a evolução do futebol feminino no país. Os dados mostram crescimento no número de competições, clubes, partidas e investimentos para a modalidade.
Entre 2021 e 2026, o calendário nacional passou de seis para nove competições. No mesmo período, o número de clubes participantes aumentou de 58 para 79, enquanto a quantidade de partidas saltou de 398 para 712, alta de 79%.
Na comparação entre 2025 e 2026, o total de jogos cresceu 26,4%. As Séries A1, A2 e A3 do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil ampliaram o número de partidas. A CBF também passou a transmitir, pela CBF TV, todos os jogos da Copa do Brasil Feminina, do Brasileirão A1 e das competições Sub-20 e Sub-17.
Evolução em números
2021
- 6 competições: Brasileiro A1, Brasileiro A2, Brasileiro Sub-18, Brasileiro Sub-16, Liga Sub-16 e Liga Sub-14
- Nº de clubes: 58, sendo 52 clubes em competições adultas
- Partidas: 398
2025
- 9 competições: Brasileiro A1, Brasileiro A2, Brasileiro A3, Supercopa Feminina, Copa do Brasil, Brasileiro Sub-20, Brasileiro Sub-17, Liga Sub-16 e Liga Sub-14
- Nº de clubes: 74, sendo 65 em competições adultas
- Partidas: 563
2026
- 9 competições: Brasileiro A1, Brasileiro A2, Brasileiro A3, Supercopa Feminina, Copa do Brasil, Brasileiro Sub-20, Brasileiro Sub-17, Liga Sub-16 e Liga Sub-14
- Nº de clubes: 79, sendo 66 em competições adultas
- Partidas: 712 (aumento de 26,4% em relação a 2025)
Além da expansão do calendário, a entidade aumentou as cotas de participação e as premiações das competições. Na Série A1, por exemplo, a cota para os clubes da primeira fase dobrou para R$ 720 mil, enquanto o campeão receberá R$ 2 milhões.
A CBF ainda prevê investimento superior a R$ 685 milhões no futebol feminino entre 2024 e 2029. O planejamento inclui aumento de 41% nas datas do calendário nacional e de 84% no número de partidas organizadas pela entidade. Segundo a gerente de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino, o desenvolvimento da modalidade também depende de planejamento e investimentos de federações e clubes.
“Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo. Mais minutos em campo significam mais experiência, maior evolução técnica e uma preparação mais consistente”.
O calendário brasileiro também foi estruturado para acompanhar o ciclo de competições da Fifa e da Conmebol, como a Copa do Mundo Feminina, o Mundial de Clubes Feminino, a Libertadores e a Copa América, em um período que antecede a realização do Mundial de 2027 no país.
Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.






