Nicolás Larcamón chega à Toca da Raposa II com o desafio de manter o grande nível dos treinadores estrangeiros contratados pela SAF do Cruzeiro, que tem apenas dois anos de atividade. O interessante dessa história é que assim como já aconteceu com Paulo Pezzolano e Pepa ele será praticamente apresentado ao torcedor brasileiro a partir desse trabalho.
Fotos de Nicolás Larcamón, novo técnico do Cruzeiro
Por mais que tenha levado o León, do México, ao Mundial de Clubes da Fifa, onde caiu nas quartas, eliminado pelo Urawa Reds, do Japão, e que tenha feito sucesso no futebol mexicano, onde dirigiu também o Puebla, Larcamón é desconhecido no Brasil.
Isso está longe de ser um problema. O “Larcamonismo”, o estilo de jogo de seus times é tão forte que o termo foi criado, tipo o “Dinizismo”, será sem dúvida uma das atrações do futebol brasileiro na temporada de 2024.
E ele precisará fazer a diferença. Claro que o torcedor sonha com uma conquista, mesmo que seja o outrora desvalorizado Campeonato Mineiro, mas o Cruzeiro não tem a menor obrigação nesse momento de reconstrução de conquistar algum título no ano que vem, quando além do Estadual disputará a Série A e as Copas do Brasil e Sul-Americana.
Apesar disso, a pressão será grande. Pelos bons trabalhos de Pezzolano, em 2022, e de Pepa, em 21 das 38 rodadas do Brasileirão deste ano, mas também pelo sufoco na reta final da Série A quando o risco de rebaixamento assombrou o torcedor cruzeirense.
Não é fácil um estilo tão próprio de jogo ser incorporado rapidamente por um grupo. É preciso tempo, paciência. Que o torcedor cruzeirense tenha para permitir a Nicolás Larcamón implantar suas ideias. Fazer da herança do sufoco de 2023 instrumento de pressão sobre o comandante celeste será um erro.