Ex-meio-campista, Tinga teve passagem vitoriosa pelo Cruzeiro tanto como jogador quanto como dirigente. Porém, durante entrevista divulgada nesta terça-feira (29) pelo canal ‘Benja Me Mucho’, ele revelou ter se sentido “iluminado” por não continuar no cargo de gerente de futebol da Raposa para o ano de 2018, quando Wagner Pires de Sá assumiu a presidência do clube.
“Saquearam (o clube). Mais uma vez, eu fui iluminado por não ficar. Tive uma experiência como gestor de futebol no Cruzeiro. No único ano em que trabalhei, a gente foi campeão da Copa do Brasil. E foi uma surpresa para todo mundo, porque, logo depois de sermos campeões, eu anunciei que não ficaria mais, porque todo mundo gostava do meu trabalho”, contou Tinga.
“Logo que trocou (a presidência), eu comecei a pegar informação de quem iria entrar. Inclusive, me chamaram para uma reunião para dobrar o salário. Eu pedi uma semana, mas decidi que não iria ficar. (...) Quando eu estava no Cruzeiro, a gente já não estava em dia. Eu fiquei segurando muita coisa, de jogador estar chateado com isso, com aquilo. Não tenho experiência negativa deles para falar, mas o que o clube se tornou, mostrou”, finalizou.
Tinga teve passagem marcante pelo Cruzeiro, entre 2012 e 2015. O ex-meio-campista fez 65 partidas com a camisa celeste, marcou dois gols e levantou duas taças de campeão brasileiro, em 2013 e 2014. Antes de jogar em Belo Horizonte, ele fez história por Borussia Dortmund, da Alemanha, e Internacional, clube em que venceu a Copa Libertadores duas vezes, em 2006 e 2010.