Ouvindo...

Times

Copa América: estrelas reclamam sobre gramado e estrutura nos Estados Unidos

Messi e Vinícius Júnior foram alguns dos jogadores a reclamar publicamente das condições para o jogo

A primeira rodada da Copa América terminou nessa segunda-feira (26). Depois da realização de oito jogos, atletas e treinadores envolvidos na disputa da competição continental fizeram reclamações públicas sobre o gramado e a estrutura dos estádios nos Estados Unidos.

Messi, um dos maiores jogadores de todos os tempos e capitão da Argentina, puxou a fila. Capitão da atual campeã do torneio, o camisa 10 não poupou críticas ao gramado do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, depois da vitória por 2 a 0 da Argentina sobre o Canadá.

“Foi muito complicado jogar em um gramado tão irregular como este, no qual era preciso muito mais tempo para dominar a bola”, disse.

O técnico da Argentina endossou a postura do principal jogador. Lionel Scaloni também fez críticas ao gramado da luxuosa arena. “O gramado da nossa primeira partida não foi um palco adequado para se jogar uma partida de futebol desta importância”, pontuou.

Ronald Araújo, zagueiro do Barcelona-ESP e da Seleção Uruguaia, seguiu a postura. O Uruguai venceu o Panamá por 3 a 1, no domingo (23), no Hard Rock Stadium, em Miami.

“Vimos o que aconteceu no jogo da Argentina contra Canadá, em que as condições do campo não eram o que todos esperávamos, principalmente para um futebol fluido e um bom jogo. Acho que ter um campo adequado é a chave de tudo em uma partida de futebol. Se quiserem ver show, acho que o campo tem de ter condições para isso”, disparou.

O meia norte-americano Weston McKennie também falou sobre o tema. O meia, que defendeu a Juventus-ITA na última temporada, mostrou insatisfação com as superfícies de jogo e comparou com a Eurocopa.

“Estamos jogando num campo de futebol com um gramado irregular, que se quebra a cada passo que damos. É frustrante. Na Alemanha, todos jogam em grandes campos, com gramado bonito e o jogo é afetado positivamente”, comentou.

Leia também

Dimensões do gramado

As dimensões dos gramados dos estádios que receberão jogos da Copa América, nos Estados Unidos, serão menores do que habitualmente é utilizado em torneios internacionais. O torneio começa em 20 de junho e vai até 14 de julho.

A organização, com anuência da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), padronizou o tamanho dos campos em 100m x 64m. Nas Copas do Mundo, por exemplo, o padrão é 105m x 68m.

“Não pode servir de desculpa, mas em comparação com a Euro, em que os campos são grandes: ter que jogar contra uma seleção que só se defende em dimensões tão pequenas, acaba prejudicando equipes mais técnicas, que querem atacar”, disse Vini Jr.

A explicação para o tamanho menor, mas dentro do limite das regras de futebol, é porque 11 das 14 arenas que estão incluídas na Copa América são majoritariamente usadas pela NFL, a principal liga de futebol americano. As dimensões do campo para partidas dessa modalidade são menores.

Danilo, lateral e capitão da Seleção do Brasil, falou sobre o tema. O jogador reclamou sobre a forma como as decisões foram tomadas.

“Me digam vocês se essa dimensão do campo é a justa ou não. É o que é para todas as equipes. Não é um ponto a ficar tocando sempre. Única coisa que me deixa insatisfeito é que jogadores e treinadores nunca são consultados. Eles tomam a decisão e somos obrigados a aceitar”, finalizou.

Ricardo Gareca, técnico do Chile, reforçou o grupo de críticas. O comandante falou sobre a dimensão e as superfícies.

“Houve problemas em todos os jogos. O campo está seco, com pequenas dimensões e irregularidades, produto da forma como a grama artificial está colocada”, avaliou.


Participe dos canais do Itatiaia Esporte:

Leonardo Parrela é repórter multimídia na área de esportes na Itatiaia. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com Globo Esporte, UOL Esporte e Hoje Em Dia, onde cobriu Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
Leia mais