Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Mancini leva banho de gelo dos jogadores e exalta título estadual do Ceará

Treinador volta a ser aplaudido pelos torcedores com a conquista de taça; time não vencia o Cearense desde 2018

Vágner Mancini explicava o título do Ceará sobre o Fortaleza pelo Campeonato Cearense, neste sábado (6), quando alguns jogadores invadiram a sala de imprensa da Arena Castelão para jogar o balde de gelo no treinador, tradicional maneira de se comemorar uma taça conquistada no futebol.

“Eu estranhei porque vocês [jornalistas] olharam para o lado e eu não sabia o que era”, disse o treinador, todo molhado, enquanto alguns funcionários tentavam secar a mesa para ele seguir falando.

Mancini foi aplaudido pelo torcedor do Ceará quando seu nome apareceu no telão, e foi cantado no alto-falante do estádio, antes da partida. Algo raro, já que normalmente ele é vaiado, apesar de o time fazer uma boa temporada, mesmo antes do título cearense.

Neste sábado (6), após 1 a 1 no tempo normal, o Ceará venceu o Fortaleza por 3 a 2 nos pênaltis e conquistou sua primeira taça estadual desde 2018. E o principal: evitou o Fortaleza de um inédito hexacampeonato.

“Temos que exaltar essa conquista. Talvez seja o princípio da mudança fora de campo. Não queríamos perder porque o Ceará tem cinco estrelas no escudo, do pentacampeonato. E nosso rival não poderia ter mais títulos do que a gente”, disse Mancini.

Ele disse que as vaias que ouvia antes dos jogos eram mais pela campanha do ano passado, muito ruim. Ele assumiu na parte final, mas não conseguiu levar o Vozão de volta para a Série A.

“O torcedor tem que entender que eu vou colocar essa camisa do Ceará e vou fazer de tudo para vencer, se precisar me jogar de cabeça, eu vou fazer isso”, disse o treinador.

O Ceará volta a campo na próxima quarta-feira (10) contra o Sport, pelas quartas de final da Copa do Nordeste. É jogo único, a partir das 21h30 (de Brasília), e quem vencer avança para a semifinal.

Leia também


Participe dos canais do Itatiaia Esporte:

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
Leia mais