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Lage explica ‘poucos minutos’ de Segovinha e Diego Hernández no Botafogo

Treinador cita adaptação e explica como plano do Botafogo foi desenvolvido para o desenvolvimento de jovens talentos

Matias Segovia e Diego Hernández, duas das apostas sul-americanas do Botafogo em 2023, ainda não têm os minutos em campo esperados por parte da opinião pública. Na última quarta-feira (9), Bruno Lage explicou como está sendo a utilização do atacante paraguaio e do meia uruguaio, a quem fez elogios, lembrando que ambos vivem período de adaptação. Ambos chegaram ao Glorioso há poucos meses.

"É a segunda vez que Mati (Segovia) é titular. Curiosamente, as duas comigo. O Diego (Hernández) tem tido espaço e fez um jogo interessante. Chegou há pouco no clube, uma nova realidade”, afirmou Lage.

Como o jogo com o Guaraní-PAR foi disputado em Assunção, onde Segovinha nasceu e foi revelado, o treinador voltou a ser questionado sobre a utilização do meia-atacante. Lage explicou como faz parte da estratégia do clube a formação do elenco mesclando jogadores experientes e jovens promissores.

“O plano do Botafogo é muito simples. Ter gente com rendimento para fazer o que está sendo feito e ter gente com enorme potencial, que crescerá. A exceção talvez seja o Luis (Henrique), um jovem de 21 anos já com experiência na Europa. Isso é difícil de conseguir”, pontuou o profissional de 47 anos.

“Este é o plano do Botafogo. Gente experiente, capaz, como o Marçal, e temos o Hugo, que está a crescer e aprender. Ter o Sauer, com experiência em Portugal, e o Mati, que vai entrando e crescendo”, disse o treinador.

“Assim como o Diego e eu. Estou há três semanas, vejo o que é o Brasileirão, fazer estas viagens. É um desgaste enorme. E os jogadores se entregam com uma dedicação enorme. Isso é o que nos deixa satisfeito. O mais importante é isso. O sentimento de união foi construído por eles e Luís Castro”, concluiu Bruno Lage, referindo-se ao seu antecessor e compatriota, que deixou o Botafogo em junho.

Veterano no Botafogo

Entre as duas promessas sul-americanas, Mati Segovia é quem está há mais tempo no Glorioso. Chegou ainda em abril, ganhando as primeiras oportunidades com Luís Castro. Foi a partir do fim de junho, na 11ª rodada do Brasileirão, que o paraguaio passou a ter mais minutos em campo, normalmente sendo acionado após o intervalo das partidas e deixando boa impressão com a bola.

O camisa 19, de bom drible e condução em velocidade, rapidamente caiu nas graças da torcida. Já com Lage, vieram as duas primeiras chances como titular: ambas em jogos da Sul-Americana e sendo substituído no intervalo. Ao todo, são 17 atuações e duas assistências do meia-atacante de 20 anos.

Já Diego Hernández desembarcou no Rio de Janeiro em maio, mas só pôde fazer sua estreia pelo Alvinegro a partir de julho, com a abertura da janela de transferências. A Copa Sul-Americana tem sido utilizada por Bruno Lage para conhecer o elenco e dar oportunidades a todos - veja mais aqui.

Por ora, o uruguaio foi acionado nos confrontos com o Patronato-ARG, na ida e na volta, e diante do Guaraní-PAR, em Assunção. São 130 minutos nos quais o meia mostrou qualidade, criando lances de perigo aos adversários. A tendência é que, aos poucos, como explicou Lage, ganhe mais chances.

Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
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