Dono de 90% da SAF do Bahia, o City Football Group é sócio majoritário e, portanto, o responsável pela palavra final na gestão do futebol do Bahia. No entanto, eleito presidente do clube, o ex-goleiro Emerson Ferretti tentará se credenciar para ter um papel mais ativo e ajudar mais diretamente na rotina de decisões junto aos acionistas internacionais.
Sem deixar de compreender o papel de sócio minoritário - o Bahia associação manteve 10% da SAF -, Emerson Ferretti explicou que, como gestor capacitado e ex-atleta - inclusive, ídolo do clube no início deste século -, ele teria capacidade de colaborar com a SAF na gestão do futebol. A afirmação veio em entrevista à Itatiaia, nesta quinta-feira (28), em Porto Alegre, onde o presidente tricolor nasceu e passa as férias de final de ano com a família.
“Estou entrando agora, sou do futebol, tenho muito para colaborar pelo meu histórico, por conhecer o futebol brasileiro, e essa aproximação com o Grupo City será feita naturalmente. Temos reunião marcada logo na virada do ano, e isso vai ser construído como vai realmente ser feito o trabalho. Acho que eles não vão desprezar uma experiência de um ex-atleta que agora está junto, mas, ao mesmo tempo, tenho que respeitar o contrato que estipula que eles são majoritários, que comandam o futebol do clube”, disse o presidente do clube.
Além de goleiro, Emerson Ferreira se formou em Administração e possui pós-graduação em Gestão Esportiva. Além disso, teve uma experiência como presidente do Esporte Clube Ypiranga, da Bahia, entre 2012 a 2017. Apesar de se colocar à disposição para ajudar o Grupo City, o presidente reconheceu que tudo vai depender do desejo do conglomerado.
"É um momento novo no futebol brasileiro. A legislação mudou em 2021, é pouco tempo. O Bahia foi um dos primeiros clubes a se transformar em SAF e atraiu, no meu modo de ver, o melhor parceiro possível. O Grupo City, o maior gestor de clubes do futebol mundial. E como funciona na prática? O Bahia SAF foi criado, o City comprou 90%, portanto são sócios majoritários. E nós do Bahia somos minoritários, mas somos donos também do futebol do clube”, começou por detalhar.
“Em última instância, as decisões que prevalecem são do sócio majoritário, do City. Eles comandam no dia a dia, nós acompanhamos, recebemos relatório, podemos logicamente dar opiniões, mas como falei, numa divergência de opiniões sempre vai prevalecer quem tem mais poder e, no caso, é o Grupo City. Mas é uma construção que vamos fazer a partir de agora. O fechamento do negócio foi em maio de 2023, a diretoria que me antecedeu se afastou completamente, então a gestão foi toda tocada pelo Grupo City”, complementou Ferretti.