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Futebol saudita e a nova temporada espanhola; executivo de LaLiga abre o jogo

Daniel Alonso foi o convidado de João Vítor Xavier na 12ª edição do CNN Esportes S/A

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Daniel Alonso foi o convidado de Jão Vítor Xavier na 12ª edição do CNN Esportes S/A
Daniel Alonso foi o convidado de Jão Vítor Xavier na 12ª edição do CNN Esportes S/A • CNN Esportes S/A

O programa CNN Esportes S/A deste domingo (20) recebeu o executivo de LaLiga no Brasil, Daniel Alonso. Na conversa com o apresentador João Vítor Xavier, o executivo falou sobre a introdução de novas tecnologias na transmissão dos jogos do Campeonato Espanhol, as expectativas para a temporada 2023/24, a contribuição da Espanha para o desenvolvimento do futebol brasileiro, e a "ameaça" do investimento da Arábia Saudita, entre outros temas.

Esta foi a 12ª edição do CNN Esportes S/A. O programa vai ao ar todos os domingos, às 21h15, e fala sobre um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo: o futebol.

Em pauta, os assuntos mais quentes da indústria do mundo da bola, na perspectiva de economia e negócios.  

Confira a entrevista com Daniel Alonso:

A temporada 2023/2024 de LaLiga

A LaLiga esse ano vem repleta de novidades. É um ano muito importante para a gente, de muita mudança. Esperamos realmente que vá marcar uma diferença no mundo do Esporte. O que era LaLiga e o que vai ser a partir desse ano.

Mudanças no futebol mundial

Realmente é um desafio, mas acreditamos que o futebol tem ainda muitos percursos pela frente. Está se adaptando, mas respeitando a essência do que é o Esporte. Nesta temporada, aliás, queremos fazer isso: trazer um pouquinho desse híbrido do futebol tradicional, do produto audiovisual, e do videogame que o pessoal está acostumado com os gráficos, com o produto audiovisual de videogame, e esse ano incorporamos nas transmissões essa pegada mais de videogame.

Essa é a ideia. Já aconteceu a primeira rodada e já deu para ver alguns desses recursos. Mas vai ser nesse caminho, com cortes de câmeras mais parecidos com o que vemos no videogame, também na parte dos gráficos, no placar, com um visual mais moderno... mais parecido com é a IA. Com os ângulos diferentes de câmera, imagina: o jogador vai cobrar um pênalti e você vai ver por trás, como é no videogame, como acontece quando você está jogando.

A voz dos personagens do futebol para os telespectadores

Uma das novidades que a gente traz é colocar, no aquecimento, o microfone em um dos jogadores pra entender um pouquinho do que está acontecendo lá dentro, o que eles conversam, para o torcedor se colocar na pele do atleta. Também em algumas paradas técnicas, como acontece no basquete. De colocar um microfone nesse papo de grupo antes do time ir a campo.

É nessa prévia... muitos jogadores acham que é um momento íntimo e existe o debate... se a TV deve estar lá ou não. Mas realmente entendemos que sim. É uma mudança para melhorar o produto. E já acontece em outros Esportes, então tem a ver com se acostumar e deixar o futebol menos engessado.

Diálogo entre LaLiga e os clubes espanhóis

Nos últimos 10 anos LaLiga mudou muito, crescemos em todos os níveis, e os clubes entenderam isso, viram que a receita cresceu muito. Basicamente é isso: melhorar o produto audiovisual.

Então, quando a gente traz novidades, os clubes precisam entender que vai ter impacto e que vai melhorar suas receitas. Vamos incentivá-los a participar disso. Não vamos obrigá-los, vamos incentivar.

Vamos oferecer mais espaço para ter mais produto, para ter mais papo com jogador, entrevista com treinador em outros momentos do jogo... vai ser incentivado com mais dinheiro do repasse audiovisual. Vai ser incentivando um repasse do benefício audiovisual. Quem ajudar mais na melhora do produto audiovisual vai ter uma fatia de dinheiro da fatia audiovisual maior.

Negociações de conversas com treinadores

É como no vôlei, como no basquete... se normalizou, virou uma coisa comum. Isso é o que entendemos que vai acontecer no futebol... é só os jogadores se acostumarem com a presença do microfone. Não vai mudar nada, mas o torcedor vai se sentir mais dentro do que é o produto.

E não é só nas paradas técnicas, é também dentro do vestiário. Aquela 'chamada de grupo' para entrar com força no campo... já tem microfone lá dentro.

É isso, queremos algo que, para o torcedor, faça a diferença.

Volta ao passado para olhar para o futuro

É um pouco isso, na Espanha também acontecia isso. Nos anos 1980, o jogo estava acontecendo, e o jornalista perguntando para o treinador ao vivo, na beira do gramado.

Isso foi se perdendo, os clubes foram se fechando. A gente quer recuperar isso, mas padronizado, com regras. E com incentivo para o clube, para fazer de novo essa abertura.

Futebol é 'chato' atualmente

Nesse caso, posso falar como torcedor. Parece que aconteceu esse distanciamento à medida em que cresceram os clubes e cresceu também a dimensão dos atletas, que viraram ícones, e também cada vez mais distantes. É preciso recuperar esse espaço, normalizar esse acesso, e o torcedor sentir um pouquinho mais essa proximidade. Realmente entendemos que vai melhorar muito a experiência do torcedor.

LaLiga x Premier League

As duas maiores propriedades de futebol/ligas do mundo são a Premier League e LaLiga. Estamos nesta disputa. Quando analisamos o mapa global, identificamos uma maior identidade ligada a um contexto histórico, de proximidade. Na Ásia é mais a Premier League, no norte da África  na América Latina é mais LaLiga. No caso do Brasil há um equilíbrio, depende muito das estrelas que disputam cada campeonato.

Se o melhor brasileiro está na Inglaterra, o pessoal vai olhar para lá. Naturalmente. Se vier para a Espanha, como acontecia anteriormente, o Campeonato Espanhol vai crescer mais.

 LaLiga x Liga da Arábia Saudita

Encaramos com muito respeito, é uma aposta muito alta. É um investimento do Governo da  Arabia Saudita em um plano de expansão internacional através do futebol e de contratar grandes estrelas.

Vemos com prudência também, ver como vai evoluir. Se isso vai ser só por alguns anos ou se vem para ficar. O impacto no futebol global vai ser medido com o tempo.

Para já, vimos que estão contratando pesado. O nosso modelo é outro. O modelo das Ligas Europeias é de uma liga tradicional. Quando grandes craques aspiram a jogar em uma grande liga, querem atuar na Europa, em LaLiga.

Aqui temos outros atrativos, não só a parte do dinheiro, que é muito importante, mas o Campeonato Espanhol oferece outras coisas: outra história, o peso da camisa é outro, campeonato em si, e jogar na Europa.

É um pouco de história, a história do futebol. O que LaLiga oferece é outra coisa. É a tradição de um dos maiores campeonatos do mundo, onde jogaram os maiores jogadores do mundo. Podem disputar outro campeonato europeu, mas é um produto diferente. Quem jogar em LaLiga vai ter um outro atrativo, e não esses salários fora da realidade, porque é isso que são.

O dinheiro que entra é o dinheiro que o futebol gera. Há uma aposta em gestão e sustentabilidade. E a gente vai continuar apostando nisso, é fundamental. E quem vier jogar na Espanha, virá por outros motivos. Também vai ganhar muito dinheiro, mas não nesse nível da Arábia Saudita. Virá pela tradição e pela história deste, que é um dos maiores campeonatos do mundo.

Champions League x LaLiga

Quando você, adolescente, sonha em ser jogador de futebol, sonha em disputar os maiores campeonatos, os mais históricos. Seja LaLiga, Premier League, Série A, Champions League, UEFA Europa League... porque realmente é a história do futebol.

Então o atrativo para essa nova estrela vir para a Espanha vai nessa linha: de jogar nos maiores clubes, de maior história no futebol.

Fair play financeiro e LaLiga

Para nós é fundamental a sustentabilidade. Temos um controle financeiro muito rigoroso. Até com um dos maiores times do mundo, que é o Barcelona, a gente não vai ser flexível com as regras. São as mesmas regras para o Barcelona e para o último time colocado da tabela na Série B. Porque são essas regras que garantem a estabilidade e sustentabilidade do campeonato.

A gente vai continuar apostando e reforçando que o futebol precisa de fair play financeiro. A nossa luta é para implementar o modelo que a gente tem na Europa.

A gente tem lutado contra os clubes que têm uma ingestão de dinheiro que não vem do futebol, porque isso altera o equilíbrio do futebol e a concorrência por atletas. Então a gente vai continuar apostando nisso, porque entendemos que é o caminho pro futebol.

Relação de perde e ganha com o fair play financeiro

Vou trazer um exemplo do que era LaLiga há 10 anos: no total, temos 42 equipes, sendo 20 na Série A e 22 na Série B. Metade desses clubes, antes da chegada do presidente Javier Tebas e da implantação do controle financeiro, estava em recuperação judicial. Essa era a realidade.

Tinham estrelas, mas gastavam dinheiro, acumulavam dívidas. Não era sustentável. A gente apostou em um crescimento da receita e no controle de gastos. Se não, vamos regredir e vai acontecer exatamente o que acontecia antes.

Futebol brasileiro x futebol espanhol

Muitas vezes ouvimos a frase "isso só acontece no Brasil", mas não é bem assim. A realidade econômica do futebol da Espanha era muito parecida com a brasileira. Então a gente montou um modelo para mudar essa realidade, reduzir as dívidas dos clubes e deixar o futebol sustentável. Isso foi possível reduzindo a distância, pouco a pouco, do clube que mais ganha para o que menos ganha. E continuamos nesse caminho, porque acreditamos que é a direção que o futebol deve caminhar.

LaLiga x Libra

Nós fomos convidados (pela Libra) para apresentar o nosso modelo, e também as soluções que os clubes poderiam ter em uma nova Liga. E nos colocamos à disposição para que eles usufruam e complementem nosso modelo. Porque realmente acreditamos que é o caminho da sustentabilidade. A gente vinha de uma situação muito similar. Então o nosso modelo pode funcionar para reverter essa acumulação de dívidas.

Sim, acreditamos que é necessário um controle financeiro para que, quando você incrementar a receita, seja possível manter a sustentabilidade.

Saída de Messi e Cristiano Ronaldo da Espanha 

A nossa aposta sempre foi de que o campeonato e os clubes estão acima dos jogadores. É difícil falar isso quando se tem Messi e Cristiano Ronaldo. Mas, ao mesmo tempo, deu para ver: eu trabalhava em Portugal fazendo o mesmo trabalho. Imagina o impacto do Cristiano sair; e era essa pergunta o tempo inteiro: como LaLiga vai sustentar seu negócio sem o Cristiano Ronaldo?

A realidade é que as receitas audiovisuais cresceram. Não porque saiu o Cristiano, mas continuaram crescendo pelo trabalho que vinha sendo feito. A gente vinha se preparando para quando isso fosse acontecer. Não porque fosse sair, mas eventualmente pessoas se aposentam.

Então a gente vinha melhorando o produto, crescendo o bolo, melhorando as estruturas, apostando na profissionalização dos clubes. Porque isso é o que viria a garantir o futuro do Esporte, não depender só de uma estrela ou de outra.

Se a receita continuou aumentando é porque o produto se tornou mais atrativo. E sempre que sair um jogador vai chegar uma nova estrela. O Vinícius Júnior hoje é uma das maiores estrelas de LaLiga, senão a maior; o Endrick está por chegar, é um projeto de jogador espetacular; Vitor Roque, por falar nos brasileiros, o Rodrygo... muito jovens e já são estrelas.

No Barcelona, o Lamine Yamal, de 16 anos, já está entrando no time principal. Sempre vão surgir novas estrelas, essa é a nossa aposta. Que o clube e o produto sejam maiores que defender só um jogador.

Campeonato de dois clubes? 

É a famosa 'espanholização' do futebol. Virou um termo aqui. Realmente, se você vai acompanhar, obviamente, quando tem os dois maiores clube do mundo no seu campeonato, isso vai acontecer. Quer dizer, dois dos maiores do mundo. Então imagina isso dentro do território da Espanha.

O nosso trabalho vem para reduzir essa lacuna na parte de receita e melhorar a competitividade. Quando você analisa os números, temos Atlético de Madrid, Real e Barça competindo pelo título, e há outros que vão chegando, como o Sevilla.

O Sevilla é o maior campeão da história da UEFA Europa League, para dar um exemplo. Mas tem o Villarreal, que já foi semifinalista de Champions Legue e ganhou a Europa League. Tem o Valencia, que historicamente é um campeão, mas agora está em uma fase difícil.

Temos o crescimento da Real Sociedad, que entrou na Champions esse ano com um time formado 70% a 80% de jogadores da base. Então você aposta em reduzir esse espaço. Mas o Real Madrid e o Barcelona sempre vão ser o carro-chefe. Porque são os maiores clubes do mundo.

Isso não é um problema para nós, é uma benção. Mas a gente tem que trabalhar para que os demais cresçam.

Futebol espanhol na TV fechada

É uma aposta no audiovisual, que é de onde vem a nossa maior receita. Mas para maximizar essa receita, a aposta é na TV fechada. Alguns jogos na aberta, mas o resto é em TV fechada. Como a gente vem evoluindo nisso? Desde o ano passado, estamos com a Telefónica, que transmite todos os nossos jogos, a Dazn, que é streaming, e temos o jogo que passa na TV aberta.

Então já melhora esse distanciamento com o torcedor, fica mais acessível. Mas a gente vai analisando sempre qual é o melhor caminho.

Pensando no futuro, nossa aposta é no streaming. A gente vem trabalhando, durante anos, no nosso próprio serviço de streaming. E em alguns países já existe. Vou dar um exemplo: o NBA Pass, você contrata e assiste. No futuro, enxergamos que pode ser o caminho.

Mas isso vai conviver com a TV fechada, porque o consumidor é diferente. Há quem quer ver na TV, no conforto da sua casa. E tem quem queira ver só o jogo do seu time, ou cinco jogos da rodada.

Mas tudo isso vai conviver com a TV fechada, que é de onde vem a maior receita, especialmente em nível global. E a estratégia de preço, de quanto custa esse pacote, é do operador. Não é nossa. Eles vão pagar um valor pelo produto e depois vão vender pelo preço que eles quiserem para o consumidor.

Vinícius Júnior na Espanha

O Vinícius Júnior hoje é a maior estrela do futebol espanhol. Ele é uma das caras de LaLiga, um dos ícones do futebol espanhol. Quando ele chegou, ainda era um projeto de jogador. Com um potencial absurdo, mas ainda tinha muito para crescer.

O que ele fez foi aproveitar a oportunidade. E temos que valorizar o trabalho do Real Madrid com ele. Que primeiro, colocou ele no time B para ele se adaptar ao futebol espanhol, fizeram um treinamento muito forte com ele. Para então virar o jogador que é hoje e com o potencial todo que tem pela frente. Estamos falando de 20 anos, 22 anos.

Realmente tem toda a carreira pela frente, mas já ganhou a Champions League, marcou gol em final... é uma estrela mundial. Se pensarmos em como ele chegou à Espanha e o jogador que é hoje, é um salto espetacular. Ninguém enxerga o limite desse potencial. Ele é uma das caras do Campeonato Espanhol.

Racismo contra Vini Jr na Espanha

A questão do racismo é muito importante para nós. A Liga vem trabalhando contra o racismo nos últimos 10 anos, combatendo forte e colocando medidas para denunciar esses atos que são criminosos; não é um xingamento, é um crime e temos que tratar como tal. A Liga vem colocando tudo que a gente tem para denunciar.

Mas é importante entender o que LaLiga pode e não pode fazer por lei. Quais competências cabem a cada instituição. LaLiga foi criticada por não tomar medidas como fechar o campo ou tirar pontos dos clubes; mas a gente não pode, por lei. Isso é a Federação Espanhola, que é quem controla a arbitragem e tem o poder de punição para os clubes.

Na Federação há um comitê com autoridade para punir os times, para fechar uma arquibancada, para fazer que a arbitragem aplique com rigor o protocolo da FIFA contra o racismo; mas isso fica com a Federação.

Com LaLiga, fica a gestão do campeonato na parte econômica, que é de organização. Então o que a gente vem fazendo contra isso?  Denunciamos 10 casos de racismo contra o Vinícius. Juntamos todas as imagens e provas e fomos, com os nossos advogados, ao Ministério Público para fazer denúncias contra essas pessoas, que não queremos no futebol. Isso é muito importante, estamos lutando para tirar essas pessoas do futebol.

Só que o MP, pelos motivos que eles entenderam, não continuaram com os processos contra essas pessoas que cometeram esses atos. Mas a gente continua nessa luta.

O episódio do Vini, dentro do ruim que foi, pode ser positivo para tirar esse problema do futebol e ajudar a conscientizar a sociedade de que isso não tem espaço. Nem no futebol, nem na sociedade. Para fazer com que as instituições, incluindo a gente, lutem para tirar o racismo do futebol.

Nova Liga no Brasil

A gente observa com muita atenção o que está acontecendo no Brasil e essa potencial nova Liga. Voltando com o papo de agora, tudo fica com a CBF. Fica a Seleção, fica a arbitragem, fica a organização do campeonato.

Nas ligas europeias, isso está separado. A federação fica com a seleção e a arbitragem, normalmente, e a Liga, formada pelos clubes e visando os interesses dos clubes voltados para os negócios, toma as decisões do campeonato e de melhorar o produto.

Trouxemos o presidente Tebas, convidado por um dos grupos, para apresentar como fizemos na Espanha e como trabalhamos isso. É um modelo que eles possam adaptar, pegar ideias e criar seu próprio modelo, que funcione para eles. É importante aprender com o erro dos outros para fazer certinho e adaptar seu modelo.

Hoje há dois blocos, eles têm que chegar a um acordo para que exista essa Liga. Nós, que acompanhamos o processo, estamos à disposição para ajudar, independentemente do bloco. Entendemos que o Brasil pode melhorar seu campeonato, a gestão, ter mais profissionalismo, como vem acontecendo na Espanha, porque sofremos por coisas parecidas com o futebol brasileiro. Então entendemos que podemos servir de exemplo em algumas coisas e colocamos conhecimento lá.

Entendemos que, se o futebol melhorar no mundo inteiro, vai alimentar retroativamente também para LaLiga, vai formar melhores atletas no Brasil, que eventualmente vão jogar na Espanha. Apostamos no crescimento e melhora de outras ligas e campeonatos.

Em LaLiga, cada clube é um voto. Então as decisões coletivas são tomadas por uma maioria, ou maioria qualificada, ou unanimidade. Depende do nível da decisão. Mas isso ajuda para que seja um processo democrático, para que todos os clubes cresçam e, assim, o produto cresça. Essa é a chave.

Quando vocês fazem um bolo maior, mais gente ganha. Nós acreditamos que não tem relação apenas com o bolo: o time melhora a receita, o produto audiovisual, leva mais pessoas aos estádios e tudo se retroalimenta. Mas se não houver um controle financeiro, não conseguiremos garantir a sustentabilidade. No Brasil os clubes vão decidir o que funciona pra eles. Nós acreditamos que a melhora de todos esses pilares é em vão sem o controle financeiro. Para garantir o crescimento, é necessário diminuir a distância do que mais ganha para o que menos ganha e ter competitividade em longo prazo.

Planos da Espanha para o futebol brasileiro

Temos projetos como escolinhas esportivas, trabalhamos com eventos e queremos nos aproximar dos fãs brasileiros. Agregar valor à marca trazendo mais fãs que gostem da experiência de LaLiga.

Trazer também mais marcas em nível regional, América Latina e Brasil. Que possam nos acompanhar nesse processo e trazer maior crescimento no Brasil.

Maior clube espanhol

Não dá para responder

Estádio Santiago Bernabéu ou Camp Nou

Bernabéu

Maior craque de LaLiga

Ronaldinho Gaúcho

O futebol brasileiro vai dar certo? 

Sim. Não vai ser simples fazer a transição, mas acredito que o modelo vai dar certo sim.

Ancelotti na Seleção

Ancelotti é um treinador espetacular e que tem um peso para dirigir um elenco com grandes estrelas. Acho que ele daria certo treinando o Brasil, mas também gosto de vê-lo no Real Madrid, então vamos ver como a situação evolui.

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Jornalista, mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo ISCTE-IUL (Lisboa), com passagens por TV Globo | SporTV, Jornal Hoje em Dia, Agência EFE (Espanha), BBC News Brasil (Inglaterra) e Sport TV (Portugal)

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